Ponte Preta aposta tudo nos retornos de Renato e Elias

Time de Campinas precisa derrotar o Palmeiras por dois gols de diferença para levar o título do Paulistão

Marcel Rizzo, Jornal da Tarde

28 de abril de 2008 | 17h58

O discurso dos jogadores da Ponte Preta após a derrota por 1 a 0 para o Palmeiras, na primeira partida da final do Campeonato Paulista, parecia decorado: "Perdemos porque não tivemos os dois principais jogadores (Renato e Elias) e com o retorno deles na partida de volta temos a chance de vencer por dois gols de diferença". Veja também: Henrique recebe proposta de R$ 20 milhões TV Estadão: Ponte 0 x 1 Palmeiras - assista ao gol de Kléber Serviço: para quem vai à final no Palestra Itália Quem vai ser o campeão do Paulistão? Vote! Pronto, toda a responsabilidade para garantir o primeiro título em 107 anos de história cai sobre os ombros de Renato e de Elias. Principalmente do primeiro, camisa 10 e artilheiro do time do Paulistão, com oito gols. Até porque ele é o único dos dois que tem presença confirmada na partida, uma vez que Elias se recupera de uma fratura na costela e sua presença é tratado como um mistério pelo técnico Sérgio Guedes. Azar de Renato, que vai arcar com a responsabilidade de virar a decisão a favor da Ponte. Mas ele avisa: "Não sou o salvador da pátria. Sei que sou um jogador importante para o time, lógico. Fiz gols, mas não sei se resolveria nessa partida. O time todo não fez um bom jogo", avalia o jogador, que cumpriu suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo. Renato foi um dos jogadores resgatados pela Ponte Preta no começo do ano. Com 23 anos, fez um campeonato ruim pelo Juventude na Série A e teria de voltar à Ferroviária, com qual tinha contrato, para jogar a Série A-2. A Ponte, no entanto, apostou no meia, que encantou Sérgio Guedes em campeonatos de divisões inferiores. O encanto cresceu e chegou à diretoria depois das boas atuações no Paulista. E se transformou em um contrato mais longo: vencia no fim do ano, mas foi renovado até 2010, com direito a um aumento - ainda que possa perder a oportunidade de ser negociado para um time de maior expressão neste momento. "Não me importo. Estou focado somente na Ponte Preta". ESPECIALISTALuís Ricardo, atacante que teve de substituir Renato na armação das jogadas, lembrou que com ele em campo a possibilidade de um gol de falta cresce muito. Dos oito gols de Renato, quatro foram em cobranças de falta, um bastante importante: contra o Santos na Vila Belmiro, o empate por 2 a 2 que garantiu a Ponte na semifinal do estadual. "Todo mundo fala que é impossível vencer o Palmeiras por dois gols, mas conseguimos reverter outros resultados neste ano", lembrou Luís Ricardo. Ele citou o duelo contra o Noroeste, pela primeira fase, em Campinas. Renato abriu o placar para a Ponte, mas o time de Bauru virou. No segundo tempo, a Ponte fez dois gols, virou o jogo, e ali embalou rumo à decisão.

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