Ponte Preta considera decisão danosa

A direção da Ponte Preta considerou "altamente danosa" a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que determinou a marcação de um novo jogo com o São Paulo em virtude do escândalo de manipulação de resultados através da arbitragem. No jogo realizado dia 2 de julho, no Majestoso, o time campineiro venceu por 1 a 0 e o São Paulo atuou com 10 reservas, porque estava priorizando a disputa da Copa Libertadores da América."Vamos ser obrigados a disputar um jogo em que já tínhamos três pontos garantidos dentro de campo", protesta o vice-presidente de futebol, Marco Antônio Eberlin. Ele acreditava que o STJD iria remarcar alguns jogos, mas não esperava que isso ocorresse com todos os 11 jogos que foram colocados sob suspeita. Além disso, lembra que neste jogo, realizado há três meses, aconteceram alguns lances peculiares. "O juiz Edilson Pereira de Carvalho disse que ajudaria o São Paulo, como realmente o fez, mas a gente venceu. Então estamos no prejuízo", concluiu. O novo jogo está marcado, com portões abertos, para dia 19 de outubro, em Campinas. Assim, a Ponte perdeu três pontos na tabela, caindo de 41 para 38 pontos. Um detalhe curioso que aconteceu neste jogo anulado é que apenas um titular foi escalado: o goleiro Rogério Ceni. Justamente ele protagonizou o lance mais perigoso do seu time, quando aos 36 minutos do segundo tempo teve a chance de empatar na cobrança de uma penalidade máxima, defendida pelo goleiro Lauro.Na semana passada, o clube encaminhou via Federação Paulista de Futebol (FPF) fitas de seis jogos nos quais se considera prejudicado pela arbitragem. O caso mais recente aconteceu na 28.ª rodada, quando a Ponte perdeu, em casa, para o Cruzeiro, por 3 a 2, com erros grosseiros de Héber Roberto Lopes (PR).

Agencia Estado,

02 de outubro de 2005 | 16h21

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.