Ponte Preta deve manter interino Felipe Moreira até o final do Brasileirão

O vice-presidente da Ponte Preta, Giovanni Dimarzio, confirmou nesta quinta-feira que, provavelmente, o técnico Felipe Moreira vai dirigir o time nas últimas sete rodadas que faltam para o término do Campeonato Brasileiro. Neste período, a diretoria vai estudar "com muita calma" um possível nome para ser o comandante na temporada de 2016.

Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2015 | 20h02

"O Felipe, como interino, está com 100% de aproveitamento. Fez dois jogos e venceu os dois (1 a 0 contra o Palmeiras, em São Paulo, e 3 a 0 em cima do Coritiba, em Campinas)", disse. A ideia inicial é mantê-lo até enquanto os resultados positivos forem entrando. "Se ele mantiver uma boa média, deve mesmo ficar na frente do time até o final do ano", concluiu o dirigente.

Em uma semana tranquila, a comissão técnica tem trabalhado de forma mais amena, diminuindo a intensidade dos treinos físicos. O time não tem nenhuma baixa para enfrentar o Atlético Mineiro, neste domingo, em Belo Horizonte, pela 32.ª rodada do Campeonato Brasileiro. No treino desta quinta-feira, a única preocupação ficou para o atacante reserva Diego Oliveira, que sentiu um leve desconforto muscular e acabou sendo poupado da segunda parte dos treinos.

Com 47 pontos em oitavo lugar, a Ponte Preta já se garantiu no Brasileirão de 2016 e pode até sonhar com uma vaga na Copa Libertadores. As chances aumentaram com a possibilidade de um time paulista ser campeão da Copa do Brasil, que garante vaga na competição continental. Isso vai abrir a quinta vaga para outros clubes. Nesta briga pode entrar a equipe campineira.

ADESÃO AO PROFUT - Em Assembleia de Associados realizada na última quarta-feira, com a presença de apenas 92 dos 1.200 sócios, houve uma mudança no estatuto social importante: o novo presidente, que será eleito em novembro de 2017, vai ter seu mandato ampliado de três para quatro anos, dentro da legislação vigente.

O clube também confirmou a adesão ao Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut). O projeto é uma iniciativa do Governo Federal e dará 20 anos (240 meses) para a Ponte Preta refinanciar as dívidas com impostos federais, que ultrapassam R$ 10 milhões. Mas o cronograma financeiro prevê uma quitação bem antes disso, em cinco anos (até 2021). Tanto que vai desembolsar R$ 80 mil por mês.

A Ponte Preta terá direito a 70% de desconto nas multas, 40% dos juros e 100% dos encargos legais. O clube tem até 30 de novembro para se adequar às novas regras. Para não perder o programa, terá que manter as obrigações trabalhistas e tributárias, pagando os salários em dia, FGTS, previdência e até mesmo os direitos de imagem. Estas exigências parecem cabíveis para um clube estável como a Ponte Preta, mas vai ser inviável para a maioria, incapaz de cumprir com todos os compromissos.

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