Ponte Preta e Guarani se unem e lançam Sócio-Torcedor

A quase centenária rivalidade entre Ponte Preta e Guarani foi deixada de lado, nesta sexta-feira, quando os dois clubes apresentaram um plano de ação conjunta para levantar recursos. No projeto, o principal atrativo é o plano do Sócio-Torcedor, que visa resgatar o apoio das duas maiores torcidas do interior paulista. "Custa pouco apoiar a Ponte no Majestoso" e "Custa pouco ajudar o Bugre no Brinco" são os slogan da campanha, que visa trazer para os estádios um número maior de torcedores. Pagando R$ 30 por mês, a pessoa se tornará um sócio-torcedor do clube e terá direito a acompanhar os jogos da sua equipe dentro de casa, ou seja, em Campinas. A expectativa inicial é de que, num primeiro momento, durante o Campeonato Paulista, cada clube atinja a meta de ter cinco mil associados. O objetivo é dobrar este número durante o Campeonato Brasileiro. Organizada pela agência de publicidade Stockad, a jogada de marketing é a primeira de muitas que serão organizadas em prol dos clubes. Uma das idéias é conseguir um patrocinador de camisas comum, como já aconteceu nas temporadas 2001 e 2002, com uma empresa de material de construção. O encontro aconteceu no Clube Campineiro de Regatas, localizado no centro da cidade, o que simbolizou a neutralidade. O Regatas usa o vermelho, diferente do preto, da Ponte, ou do verde, do Guarani. Os presidentes Sérgio Carnielli, da Ponte Preta, e Leonel Martins de Oliveira, do Guarani, deram as mãos numa iniciativa para tentar reerguer o futebol da cidade. Em 2006, o Guarani sofreu dois rebaixamentos. Caiu para a Série A-2 Paulista e para a Série C do Brasileiro. A Ponte Preta acabou rebaixada da Série A para a Série B do Brasileiro. Por conta destas situações, o torcedor campineiro não assistirá ao tradicional dérbi. Para Carnieli, a parceria será muito útil para os dois clubes e também para as empresas que quiserem patrocinar ambos. "É um trabalho fantástico que visa buscar recursos para os times e ter um bom orçamento. As categorias de base também terão um olhar mais atencioso", afirmou o dirigente. Leonel seguiu o mesmo discurso do agora parceiro. "Chega uma hora que temos que tomar uma posição, e dessa vez achamos melhor nos unir e ver no que vai dar", salientou. Os dirigentes, porém, acham que esta união não deve interferir na rivalidade das torcidas, que fomenta o crescimento de todos. "Este acordo é só comercial. Fora disso, a rivalidade continua", enfatizou Carnielli.

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