Ponte promete guerra só dentro de campo

A Ponte Preta está respirando 24 horas ao dia as emoções do "jogo da morte" contra o Fortaleza, domingo, às 16 horas, no Majestoso, e que vai determinar a permanência dentro da Série A do Campeonato Brasileiro. Mas o vice-presidente de futebol Marco Antônio Eberlin, apesar da tensão natural na cidade, garante que não haverá problemas extra-campo e que "a guerra acontecerá somente dentro de campo". O objetivo do dirigente é justamente com a "preocupação exagerada" dos dirigentes adversários, que teriam propalado um clima de guerra que esperaria o Fortaleza no estádio Moisés Lucarelli. "Vamos recebê-los com muita cordialidade. Só lembro que cada uma vai fazer a sua: jogador, joga; dirigente dirige e segurança não entra em vestiário", cutucou. O que mais irritou o dirigente foi a tentativa frustrada do Fortaleza em estimular as torcidas organizadas do Guarani, arqui-rival da Ponte, irem ao Majestoso torcer para os cearenses. Em Campinas, os líderes confirmaram o contato, mas rejeitaram a proposta. De qualquer forma, existe uma grande expectativa pela presença do público domingo. Foram colocados à venda 18.500 ingressos, sendo 17.200 ao preço promocional de R$ 5. Nesta quinta-feira à tarde, em apenas duas horas foram vendidos perto de dois mil ingressos. Time pronto - O técnico Abel Braga não confirmou, mas o time está praticamente definido. Na quarta-feira à noite, o lateral direito Marquinhos foi punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) apenas com multa de R$ 30 por sua expulsão diante do Coritiba, dia 22 de novembro, na capital paranaense. Juiz - A diretoria da Ponte acompanhou o sorteio à distância, mas considerou como "positiva" a indicação do árbitro Márcio Rezende de Freitas (Fifa - SC) para dirigir o "jogo da morte" em Campinas. Segundo o supervisor de futebol, Ronaldão de Jesus, "este juiz é de alto gabarito". Dois dirigentes do Fortaleza acompanharam o sorteio na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Os dois auxiliares também são da Federação Catarinense: Alcides Zawaski Pazetto e Claudemir Mafferssoni.

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