Ponte respeita o mistão do São Paulo

A quase certa opção do São Paulo de usar um time misto diante da líder Ponte Preta, neste sábado, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, não significa que o jogo será fácil e que os três pontos já podem ser computados. O alerta é dado pelo técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão, que usa de exemplos bem próximos para manter a seriedade de seus jogadores para este compromisso válido pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Finalista da Copa Libertadores da América, o São Paulo deve poupar alguns jogadores como já fez diante do Internacional, na última semana. Mas Vadão tenta desmontar a confiança gerada por esta facilidade. "Do nosso time titular, sete jogadores eram reservas até bem pouco tempo. Então, não deve haver menosprezo ao adversário, mesmo porque o São Paulo não é qualquer time, tem tradição, tem camisa e quem está lá, mesmo na reserva, tem qualidades", discursa o treinador, usando mais uma vez de um fator externo para motivar seus jogadores. Mas ele alerta que, na sua opinião, o grupo precisa estar motivado por questões internas e pessoais. "O jogador precisa brigar por sua carreira, seu sucesso, sua família...". Os sete reservas recentes citados por Vadão são os laterais Rissut e Bruno, o zagueiro Rafael Santos, os volantes Ângelo e Carlinhos, o meia Danilo e o atacante Kahê. O técnico lembra também que a competição ganhará novos rumos a partir das próximas rodadas, quando algumas forças vão se dedicar exclusivamente à disputa, "como o Santos, o São Paulo, o Atlético-PR e até o Palmeiras, que tem uma boa equipe e ainda não deslanchou". Líder com 20 pontos, o ambiente de tranqüilidade reina absoluto no Majestoso, a ponto do técnico confirmar a única mudança no time em relação ao que venceu o Juventude, em Caxias do Sul. O lateral-direito Rissut, suspenso com três cartões amarelos, será substituído por Luciano Baiano. Os jogadores fizeram um tático-técnico na manhã desta quinta-feira. Agora se apresentam na sexta-feira cedo, quando participarão de um recreativo e depois iniciarão o regime de concentração. Vindo de quatro vitórias (Vasco, Cruzeiro, Goiás e Juventude), a Ponte Preta pode superar sua marca caso vença o São Paulo. A última seqüência de cinco vitórias consecutivas no Brasileiro aconteceu em 1978, quando a Ponte bateu adversários não tão poderosos: Confiança-SE, CSA-AL, CRB-AL, Vitória-BA e América-SP. Despedida - Nesta manhã, esteve presente ao clube o meia Harison, que se despediu dos companheiros porque seguirá para Portugal, onde defenderá o União de Leiria. Ele conversou com todos, distribuiu abraços e tirou muitas fotos. "É uma emoção muito grande porque deixo um grupo de amigos e lá da terrinha estarei torcendo por todos. Não lembro de ter participado de um elenco tão unido e guerreiro", comentou. A sua saída abriu espaço para um eventual substituto, o que não parece preocupar a diretoria. O nome do meia Caíco, que já atuou no clube e está retornando ao Brasil, justamente, do União de Leiria, chegou a ser comentado. Ele, porém, acertou com o Juventude. "Por enquanto, não buscamos outro nome", garantiu o supervisor Ronaldão de Jesus. Com relação ao jogo de sábado, existe a expectativa da presença de bom público ao Majestoso. A administração colocou à venda 10.400 ingressos aos ponte-pretanos, ao custo de R$ 10 a inteira e R$ 5 a meia. Os 3.000 ingressos destinados aos são-paulinos terão o custo de R$ 15. Apenas 200 ingressos são numerados ao custo de R$ 20.

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