Ponte se diz perseguida pela CBF

A direção da Ponte Preta acredita ser a bola da vez para o Clube dos 13 e pela sua sorte dentro do Campeonato Brasileiro. O clube se diz vítima da sua própria ousadia ao enfrentar "os poderosos" que dirigem o futebol, quando reivindicou uma divisão mais justa para a cota de televisão. Por isso se considera perseguida e na mira dos adversários para ser rebaixada à Série B em 2004."O que fazem conosco é represália em cima da nossa posição contrária aos seus interesses. Eles vão fazer de tudo para nos prejudicar", alerta o vice-presidente Marco Antônio Eberlim, ainda revoltado com a medida considerada arbitrária do STJD (Superior T ribunal de Justiça Desportiva) que tirou o ponto ganho no empate de 1 a 1 com o Internacional, em Porto Alegre. A Ponte usou o volante Roberto de forma irregular, porque ele estava suspenso por dois jogos no Campeonato Brasileiro do ano passado. O clube deve também perder os três pontos ganhos na vitória sobre o Juventude, por 1 a 0. Além de perder os pontos, a Ponte se sente prejudicada em outras ações da CBF. Na quarta-feira gastou quase R$ 18 mil com um trio de arbitragem de Pernambuco. "Nosso prejuízo gira em torno de R$ 50 mil por jogo", alega.Ao mesmo tempo, ele garante que Fabinho, ex-volante da Ponte, não teria condições de ter estreado com o Flamengo na primeira rodada, diante do Coritiba. Seus documentos deixaram a Ponte dia 24, portanto, quatro dias após a data limite prevista pelo regulamento. "Parece que as regras só valem para nós", lamentou. O clube perdeu por unanimidade no julgamento de terça-feira, por 4 votos a 0. Mas ainda tem esperança de salvar os pontos do Juventude no julgamento marcado para dia 29.GUARANI - A diretoria do Guarani está confiante no recurso impetrado também contra a decisão do STJD que o tirou da terceira fase da Copa do Brasil. O clube teria usado o volante Leandro Guerreiro irregularmente contra o Vila Nova-GO, no dia 26 de março. O próprio departamento técnico da CBF reconheceu, por escrito, seu erro. Baseado neste forte argumento, os advogados do clube acreditam que conseguirão reverter a situação em segunda instância. Uma reunião extraordinária está marcada para a pr óxima terça-feira, no Rio de Janeiro, para decidir o caso. A primeira decisão foi equilibrada: 3 a 2. O Guarani tentou, sem sucesso, uma medida liminar para garantir seu jogo diante do Cruzeiro. Mas este recurso só deve ser julgado também na terça-feira.O departamento técnico da CBF, porém, já marcou o jogo entre Vila Nova-GO e Cruzeiro, quarta-feira, dia 23, em Belo Horizonte. E também já alterou a estréia do time goiano, de sexta para sábado, no Campeonato Brasileiro da Série B, diante do Botafogo-RJ no estádio Serra Dourada.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.