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Jaci Silveira/Cruzeiro
Jaci Silveira/Cruzeiro

Por atrasos salariais, cozinheiros fazem greve no Cruzeiro

Funcionários da Toca da Raposa I, CT onde se concentram os jovens das divisões de base, não foram trabalhar

Redação, Estadão Conteúdo

19 de dezembro de 2019 | 12h34

A crise financeira, administrativa e técnica do Cruzeiro ganhou mais um contorno nesta quinta-feira. Os cozinheiros e assistentes de cozinha da Toca da Raposa I, CT onde se concentram os jovens das divisões de base, entraram em greve por causa dos atrasos salariais. A informação foi confirmada pela direção do clube.

Em nota oficial, a diretoria do Cruzeiro admitiu o atraso nos pagamentos dos funcionários e também de jogadores e demais membros do departamento de futebol, responsabilizando a crise do clube pelas dificuldades para manter as contas e compromissos em dia.

"O Cruzeiro EC esclarece que diante do grave momento político e financeiro que o Clube atravessa, os salários dos colaboradores, atletas e diretores estão em atraso e a diretoria trabalha em busca de uma solução para o problema", afirmou, em nota oficial.

"A greve dos cozinheiros e assistentes de cozinha na Toca da Raposa I é mais um retrato da crise no Cruzeiro. Lamentamos e esperamos efetuar o pagamento de todos o mais breve possível", acrescenta o clube.

O cenário financeiro do Cruzeiro é caótico, com uma dívida que ultrapassa os R$ 700 milhões. Além disso, a gestão do presidente Wagner Pires de Sá é investigada pela Polícia Civil de Minas Gerais por acusações como falsificação de documento particular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. E mais recentemente o time foi rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro.

Acusados de terem cometido irregularidades, o vice-presidente de futebol Itair Machado e o diretor geral Sergio Nonato foram afastados dos seus cargos há alguns meses. E durante o Brasileirão, o então presidente do Conselho Deliberativo, Zezé Perrella, se tornou o homem-forte do departamento de futebol, mas acabou sendo demitido por Wagner logo após o rebaixamento. Neste momento, há pressão para a renúncia do presidente e seus vices. A proposta é de que um conselho gestor, formado por empresários, assuma o comando do clube.

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