Marinha do Brasil
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Por ‘clima de Copa’, brasileiros superam o gelo e a distância

Torcedores acompanham os jogos da seleção na Antártica, no Mar Mediterrâneo e na fronteiras com outros países

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

23 Junho 2018 | 05h00

Distância ou temperaturas baixíssimas não são desculpas para alguns brasileiros deixarem de torcer para a seleção e acompanhar os duelos da Copa. Se o clima de Mundial parece mais discreto neste ano em todo o País, em alguns lugares ele continua em alta. 

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Pelo menos é assim para brasileiros na Estação Comandante Ferraz, base da Marinha na Antártica, onde 15 militares atuam dando suporte à comunidade científica sobre questões climáticas. Na região, onde a média de temperatura nesta época do ano é de - 5,4°C, a Copa é assistida pela internet, graças a uma antena instalada na Ilha do Rei George, localizada a 130 quilômetros da Península Antártica.

“A Marinha do Brasil está presente na Antártica, mas estamos aqui torcendo para a seleção brasileira trazer nosso sexto caneco”, conta o capitão de fragata Marcelo Cristiano Gomes da Silva. “Vamos para cima deles, seleção!”

O clima de Copa também está em alta na Fragata Independência, no Mar Mediterrâneo, em Beirute, no Líbano. Por lá, a dificuldade para assistir aos jogos é um pouco maior, já que o sinal da antena instalada na Fragata Independência, também da Marinha, depende da distância que os navios estão do litoral. Os quase 250 militares atuam no combate à entrada de drogas e armamentos no país asiático.

 

Em operação nas fronteiras do País, militares do Exército também acompanham o time de Tite nos períodos de descanso enquanto atuam. Em Japurá, na fronteira do Amazonas com a Colômbia, onde estão 70 militares, o clima é de união na torcida pelo hexa. Foi assim durante a vitória de ontem sobre a Costa Rica, arrancada nos últimos minutos com gols de Philippe Coutinho e Neymar.

“O pelotão torce pela seleção brasileira com o mesmo entusiasmo e alegria com que defendemos nossa soberania e colaboramos com o desenvolvimento na região amazônica”, afirma o capitão Allan Felipe Gonçalves Castro, comandante do 3.° Pelotão Especial de Fronteira de Vila Bittencourt, na cidade amazônica. “Militares, índios e ribeirinhos de todas as idades torcem juntos pelo nosso futebol.”

Também nas fronteiras com a Venezuela e o Peru o sinal de satélite facilita o acesso dos grupamentos aos jogos do Mundial na Rússia, assistidos pela televisão. Junto com a população local, o clima é de festa e otimismo, e conta com decoração em verde e amarelo. 

“Aqui é onde começa o Brasil”, diz Gonçalves. “Nossa tropa trabalha 24 horas por dia, sete dias por semana, mantendo a presença e exercendo a vigilância, e nos momentos de descanso buscamos vestir a camisa da seleção e torcer pelo nosso País na Copa do Mundo.”

 

 

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