Elvis Gonzalez/EFE
Elvis Gonzalez/EFE

Por crise no país, jogadores do Chile pedem e amistoso com o Peru é cancelado

Por crise no país, atletas decidiram não jogar nesta terça-feira, em duelo que seria realizado na cidade de Lima

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2019 | 15h44

A crise no Chile, com protestos diários em várias cidades, afetou mais uma vez o futebol. Uma semana depois de cancelar o amistoso em casa contra a Bolívia, que seria realizado nesta sexta-feira, na cidade de Concepción, a seleção nacional não jogará mais contra o Peru, na próxima terça, em Lima. A Federação Chilena de Futebol (ANFP, na sigla em espanhol) anunciou em nota nesta quarta que os jogadores pediram para não entrarem em campo enquanto a situação caótica não se resolve.

O colombiano Reinaldo Rueda, técnico da seleção, até já liberou todo o elenco da concentração de maneira imediata. Desta forma, todos ficam liberados para se reapresentarem aos respectivos clubes. "A Federação Chilena de Futebol já comunicou a situação ao seu homólogo peruano", disse o comunicado oficial.

Na noite de terça-feira, o volante Charles Aránguiz, ex-Internacional e atualmente no Bayer Leverkusen (Alemanha), havia pedido cancelamento do amistoso por causa da crise chilena. "Há um ambiente difícil. Minha opinião é que não deveria ser jogado, para respeitar o que está acontecendo no país", afirmou.

O capitão chileno Gary Medel se pronunciou nas redes sociais e disse que era preciso respeitar a crise social e política pela qual a sua nação passa. "Somos jogadores de futebol, mas acima de tudo somos pessoas e cidadãos. Representamos um país completo e hoje o Chile tem outras prioridades... O partido mais importante é o da igualdade, o de mudar muitas coisas para que todos os chilenos vivam em um país mais justo", escreveu.

A crise no Chile respingou também na seleção sub-23, que desistiu de jogar o Torneio de Tenerife, na Espanha, que serve de preparação para o Pré-Olímpico que será disputado em janeiro na Colômbia. Os chilenos entrariam em campo nesta quinta-feira contra a Argentina em uma das semifinais - a outra é entre Brasil e Estados Unidos. Um time local das Ilhas Canárias será o substituto.

No lado peruano, muitas lamentações. "Estamos buscando um rival. Acho que não podemos fazer isso da noite para o dia, mas estamos procurando um 'plano B' para isso. Veremos a decisão de Ricardo (Gareca, técnico) de continuar ou não com o treinamento", afirmou o diretor de esportes da Federação Peruana de Futebol (FPF, na sigla em espanhol), Juan Carlos Oblitas.

O dirigente também mostrou desconforto com a situação e disse que isso é inconcebível, pois haviam confirmado o jogo há meses. "Estamos nos reunindo com o presidente para definir esta questão. Inclusive, o Chile nos adiantou que viajaria na sexta-feira. Há dois dias, viriam a Lima, agora avisam que são os jogadores que não querem vir. Não respeitam a parte do esporte", comentou. O grupo do Peru está nos Estados Unidos, onde enfrenta a Colômbia, no Hard Rock Stadium, em Miami, nesta sexta.

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