Por falta de opção, pai precisa viajar 150 km para filha treinar

Falta de locais para treinamento obriga familiares a encarar maratona

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2016 | 16h59

Um dos desafios das meninas que querem jogar futebol é achar locais com estrutura e times onde possam atuar. A jovem Sofia, de 11 anos, por exemplo, faz com que seu pai, Márcio, enfrente cerca de 150 quilômetros de estrada duas vezes por semana para treinar no Centro Olímpico do Ibirapuera. 

A família é de Atibaia, interior de São Paulo, e a capital foi o local mais perto que eles encontraram para treinar. “Não existem muitas opções no interior. Cheguei a ver em São José, mas acabei conseguindo trazê-la para fazer testes em São Paulo e ela passou”, contou o pai, que é advogado autônomo. 

Márcio e Sofia não são os únicos nessa condição. Existem garotas que saem de Cosmópolis, Salto, e de outras cidades do interior de São Paulo, para a mesma tarefa: jogar futebol. Existem algumas escolinhas de futebol, mas poucos clubes com boa estrutura. 

É comum em treinos das mais novas – até 11 anos –, ver parentes acompanhando a atividade, mas com uma regra: não podem interferir. Gritos ou qualquer ação são proibidos. Julia Vergueiro, dona de uma escolinha de futebol feminino, diz que é mais comum ver mães e filhas. “A gente sente que muitos pais ainda têm resistência”. 

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