Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Por indicação de Abílio Diniz, São Paulo terá comitê de executivos

Clube prepara novo organograma e promete melhorar a gestão

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

04 Agosto 2015 | 07h00

Até a próxima semana o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, deve anunciar mudanças no organograma do clube. Por sugestão do empresário Abílio Diniz, a diretoria vai criar cargos executivos e contratar profissionais para ajudar na gestão e trabalhar junto com os cargos estatutários existentes.

O São Paulo passou recentemente a ter um diretor executivo, que vai coordenar o trabalho de mais outros três ou quatro colegas. O encarregado das finanças, José Rubens Arantes, já trabalha no Morumbi e o clube deve contratar mais um profissional para o departamento de marketing. Aidar ainda vai decidir mais quantas áreas serão contempladas, como, por exemplo, social, patrimônio, orçamento e etc.

Diniz se aproximou de Aidar nos últimos meses e junto com o Instituto Áquila, contratado para fazer auditoria no São Paulo, passou a indicar alterações. A primeira delas foi justamente a vinda de Alexandre Bourgeois como diretor executivo, nome apontado pelo empresário,  torcedor fanático do time.

Na última semana, Diniz participou da reunião do Conselho Deliberativo do clube, convidado por Aidar e também pelo presidente do órgão, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. No encontro o empresário e defendeu a necessidade de modernizar a gestão para solucionar a dívida do São Paulo, orçada em R$ 273 milhões.

"O Abílio tem sido muito positivo para acharmos um organograma adequado e também tem trabalhado para pacificar o clube", disse o vice-presidente do São Paulo, Júlio César Casares. Mesmo sem ser conselheiro, o empresário atua como consultor externo do Conselho Consultivo do São Paulo.

Depois das indicações do empresário, agora  Aidar vai decidir qual a melhor forma de aplicação das mudanças no organograma. Os novos executivos vão continuar subordinados ao presidente e segundo Casares, as contratações não necessitam de alteração no estatuto para começarem a valer.

Aidar também tem outros planos para melhorar o quadro financeiro. Em entrevista exclusiva ao Estado no último mês, o presidente explicou que pretende montar em até dois meses um fundo de investimento com são-paulinos ilustres para arrecadar até R$ 100 milhões. O objetivo do dirigente é conseguir refinanciar e equacionar a dívida até desembro e conseguir deixar o clube no azul em cinco anos.

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