Oli Scarff/AFP
Oli Scarff/AFP

Por luta contra a fome infantil, Rashford recebe condecoração do Império Britânico

Desde o início da pandemia, atleta do Manchester United tem sido voz ativa contra a fome infantl

Marcos Antomil, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2020 | 19h04

Marcus Rashford, atacante do Manchester United, recebeu o título de membro da Mais Alta Ordem do Império Birtânico (MBE) por seu trabalho realizado no combate à fome e a pobreza entre crianças no Reino Unido.

Ao longo da pandemia do novo coronavírus, o atacante de 22 anos, pressionou o governo de Boris Johnson a se comprometer a continuar com um programa de refeições para crianças carentes, por meio da criação de um "fundo escolar" de 120 milhões de libras (cerca de  R$ 850 milhões). Entre outras ações, Rashford conseguiu que fosse realizada uma força-tarefa entre marcas alimentícias britânicas.

A condecoração recebida pelo atleta é a mais baixa das quatro honrarias entregues pela coroa britânica a civis por feitos sociais relevantes. O título é inferior ao de Oficiais, Comandantes e Cavaleiros ou Damas, que são reconhecidos por usar "Sir" ou "Dame" antes do nome, caso do ex-treinador do Manchester United, Sir Alex Ferguson.

A seleção inglesa campeã do mundo em 1966, além de jogadores como Frank Lampard, David Beckham e Steven Gerrard receberam diferentes níveis de condecoração. Entre jogadores em atividade apenas três contam com uma honraria: Harry Kane, do Tottenham, Jermain Defoe e Steven Davies, do Rangers.

Em suas redes sociais, Marcus Rashford se disse honrado pelo título e lembrou que como um garoto negro jamis pensou ser possível receber uma condecoração como essa. "É um momento muito especial para mim e para minha família, mas particularmente para minha mãe, que é quem realmente merece esta honra", avaliou o atacante.

Por fim, o jogador do Manchester United prometeu continuar a luta pela alimentação das crianças."Vamos nos unir para dizer que nenhuma criança no Reino Unido dormirá com fome. Como disse várias vezes, não importa seu sentimento ou opinião, não ter acesso a comida NUNCA é culpa da criança", finalizou.

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