Por melhorias, Bom Senso apresenta propostas para pressionar a CBF

Principais líderes do movimento promovem seminário em São Paulo

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2014 | 13h38

SÃO PAULO - Com a presença de seus principais líderes, entre eles, os jogadores Alex, Juan, Fernando Prass e Dida, o Bom Senso FC, movimento que cobra melhorias no futebol brasileiro, promoveu um seminário em São Paulo no início da tarde desta segunda-feira para anunciar as propostas para o fair-play financeiro dos clubes. O documento é o mesmo apresentado ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo, na semana passada, e que recebeu elogios.

Entre os projetos para a implantação do chamado "Jogo Limpo Financeiro" está a criação de uma entidade reguladora para representar os interesses dos clubes, garantir o cumprimento dos contratos de trabalho, padronizar demonstrações financeiras, entre outras ações. Essa entidade seria formada por membros do governo, da CBF e também dos clubes com um período de criação de um ano e meio e início das atividades a partir de 2016.

 

Os custos deste órgão é de R$ 3 milhões, custeados pelos próprios participantes. "Essa entidade não vai punir ninguém. Seu objetivo é regular o mercado, como em qualquer outro setor. A ideia é proteger os clubes e evitar o colapso financeiro", afirmou Pedro Daniel, consultor de conteúdo do Bom Senso FC. O goleiro Fernando Prass afirmou que os jogadores estão preparados para reduzir salários, se for necessário.

"Todo mundo vai ter de fazer sacrifícios. Corremos esse risco, de diminuir os salários, mas não vemos problemas. No primeiro momento, estamos preparados para isso. Mas quem dita o salário não é o jogador e sim o mercado", disse o jogador do Palmeiras. "Por outro lado, clubes mais equilibrados financeiramente podem ter ganhos maiores. O processo é o inverso", completou o goleiro.

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