Daniel Teixeira/AE - 19/08/2012
Daniel Teixeira/AE - 19/08/2012

Por Neymar, Muricy quer que CBF adie jogos do Santos

Treinador quer mudar datas de duas partidas enquanto atacante estiver na seleção brasileira

SANCHES FILHO, O Estado de S. Paulo

28 de setembro de 2012 | 17h09

SANTOS - O técnico Muricy Ramalho lamentou nesta sexta-feira, após comandar treino no CT Rei Pelé, o fato de que o Santos deverá voltar a amargar o desfalque de Neymar por causa de novos amistosos da seleção brasileira. O jogador foi convocado por Mano Menezes na última quinta para os duelos contra Iraque e Japão, respectivamente nos dias 11 e 16 de outubro, e o treinador não escondeu que a ausência do craque tem um peso muito grande para a equipe santista.

Por causa da convocação do astro, o Santos já pediu para a CBF adiar as partidas contra Vasco e Atlético-MG, respectivamente marcados para os dias 14 e 17 de outubro, ambos na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, mas o clube ainda aguarda uma resposta da entidade.

Muricy admite que Mano Menezes tem razão em convocar Neymar, mas não concorda com o fato de a CBF não conseguir adequar o calendário do Brasileirão ao dos amistosos da seleção brasileira. "Ele (Mano) foi generoso e tirou o Neymar", brincou, antes de completar: "Em relação ao jogador, ele chama 50% do time mesmo, temos consciência disso. Sabe que faz muita falta, assim como o Lucas faz falta ao São Paulo, mas o problema não é esse. A seleção precisa formar um time e precisa ter entrosamento, mas o que pedimos é para mudarem as datas, não para deixar de convocar", ressaltou o comandante, em entrevista coletiva.

O treinador ainda lembrou que a CBF abriu um precedente perigoso ao adiar um jogo do Flamengo, válido pela 14.ª rodada da competição nacional, que só foi ser disputado nesta quarta-feira, no Engenhão. Na época do adiamento, a entidade aceitou o pedido após o clube carioca alegar falta de condições do gramado do estádio, que até então vinha sendo usado semanalmente com grande frequência pelos times cariocas. Entretanto, o fato acabou ajudando o time carioca, que vivia um péssimo momento na competição e teria pela frente o então líder Atlético-MG, embalado e em grande fase.

"Temos dois jogos com mando nosso, é só a CBF ter boa vontade como teve no caso do Flamengo, pelo campo do Engenhão. Só precisa de um pouco de compreensão", completou o comandante.

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