JF Diorio/Estadão
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Por permanência de Kleina, Nobre vive seu maior dilema no Palmeiras

Dirigente sofre pressão dos aliados, mas não define o futuro do treinador. Luxemburgo está descartado

DANIEL BATISTA, O Estado de S. Paulo

19 de setembro de 2013 | 07h30

SÃO PAULO - Paulo Nobre se vê diante de sua primeira grande decisão sob o ponto de vista político e técnico no Palmeiras. O presidente do clube tem até dezembro para definir se fica ou não com Gilson Kleina para o centenário e já sabe que, independente da escolha, vai desagradar parte dos aliados. Isso porque existe uma corrente que pede a permanência do treinador e outra que o quer bem longe da Academia de Futebol.

O contrato de Kleina acaba no fim do ano, portanto a multa não seria problema. Nobre tem em mãos motivos de sobra para ficar com o treinador e também para liberá-lo. Hoje, o dirigente está mais propenso a sustentá-lo no cargo.

Os defensores de Kleina, entre eles o diretor executivo José Carlos Brunoro, alegam que o treinador tem bom relacionamento com o grupo e também terá a primeira real oportunidade de mostrar sua qualidade. Na temporada passada, ele assumiu um time combalido e neste ano passou a temporada tendo de lidar com o estigma de dirigir uma equipe da Série B.

A questão financeira também pesa bastante. Um treinador "top" pediria um salário estratosférico para um clube com sério problemas financeiros. "Para investir em um treinador pedindo um caminhão de dinheiro, é mais interessante contratar uma estrela que ajude dentro de campo", disse um membro da diretoria ligado a Nobre.

Os conselheiros que querem Kleina longe do clube, alegam que ele não sabe substituir e, pelo elenco que tem em mãos, deveria dar mais resultados do que os apresentados até agora. A questão é que esses críticos não entram em consenso sobre quem deveria substituí-lo.

LUXEMBURGO FORA

Uma das poucas certezas para 2014 é que o Palmeiras não terá Vanderlei Luxemburgo como treinador. Paulo Nobre e Brunoro são fãs declarados do treinador, mas a rejeição que o atual técnico do Fluminense tem no clube espanta uma possibilidade de aproximação.

Por isso, para evitar um desgaste desnecessário, Nobre já falou para quem quiser ouvir que Luxemburgo não será contratado. O treinador, que sofre pressão no Fluminense, deixou má impressão na última vez em que dirigiu o clube, em 2009, quando foi demitido após criticar a venda de Keirrison.

Enquanto a diretoria pensa no futuro, Kleina continua seu trabalho e projeta o time para enfrentar o Sport, sábado. Leandro, com lesão no tornozelo esquerdo, e Mendieta, suspenso, não jogam. Luis Felipe e Alan Kardec voltam de suspensão.

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