Alberto Lingria/Reuters
Alberto Lingria/Reuters

Por racismo, Inter de Milão vai jogar duas partidas em casa com portões fechados

Torcida cometeu atos de racismo contra o zagueiro Kalidou Koulibaly, do Napoli

Redação, Estadão Conteúdo

27 de dezembro de 2018 | 17h24

O Tribunal Disciplinar do Campeonato Italiano determinou que a Inter de Milão jogue suas duas próximas partidas em casa com portões fechados. A punição é por causa dos atos de racismo contra o zagueiro Kalidou Koulibaly na vitória de quarta-feira, por 1 a 0, diante do Napoli pela 18ª rodada, no San Siro.

Koulibaly também recebeu uma suspensão de dois jogos por ter sido expulso aos 36 minutos do segundo tempo, após aplaudir ironicamente o cartão amarelo recebido depois de cometer falta.

O Napoli denunciou que o jogador senegalês foi alvo de "cânticos racistas" durante a partida, enquanto seu treinador, Carlo Ancelotti, disse que alguns torcedores fizeram sons imitando macacos durante toda a partida.

Além dos próximos dois jogos em casa contra o Benevento, na Copa da Itália, e Sassuolo, pelo Italiano, serem disputados com portões fechados, o setor do San Siro ocupado pela torcida organizada da Inter também ficará fechado por um terceiro jogo, no campeonato nacional, contra o Bologna.

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, pediu desculpas a Koulibaly sobre os insultos, descrevendo-os como "uma desgraça" em sua página do Facebook. "Foi um ato vergonhoso contra um atleta respeitado, que orgulhosamente carrega a cor da sua pele, e também, para um menor grau, contra as muitas pessoas que vão para o estádio para apoiar sua equipe e estar com seus amigos", disse o político.

"Estou decepcionado com a derrota e, sobretudo, por ter sido expulso", disse Koulibaly no Twitter. "Mas eu estou orgulhoso da cor da minha pele. Orgulhoso de ser francês, senegalês, napolitano: um homem."

 

 

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