Nelson Antoine/AGIF
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Por redução de pena, Bruno deixa de dar aula para capinar terreno em Varginha

"Ele atua como um auxiliar geral, faz limpeza e outros serviços", explicou o advogado Fábio Gama

Rene Moreira, especial para a AE, Estadão Conteúdo

24 de abril de 2018 | 21h34

Preso em Varginha (MG) pela morte de Eliza Samúdio, o goleiro Bruno Fernandes de Souza, de 33 anos, parou de dar aulas de futebol a crianças da cidade. O benefício de ficar fora do presídio durante o dia para a prestação do serviço foi obtido no ano passado, mas a entidade responsável pelo convênio teve de interromper o atendimento em março por falta de recursos.

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Para não ficar sem trabalho, que garante a redução da pena, Bruno se ofereceu para atuar sob a supervisão do Corpo de Bombeiros e desde a semana passada faz tarefas como limpeza e até tirar capim de terreno. Isso somente foi possível graças a um convênio entre a corporação e o presídio. "Ele atua como um auxiliar geral, faz limpeza e outros serviços", explicou o advogado Fábio Gama.

O defensor acredita que o goleiro obterá em pouco tempo a progressão de pena e ganhará o regime semiaberto. Entretanto, isso depende de cálculo a ser feito pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) levando em conta as decisões contidas no processo e ainda benefícios, como a redução com a contagem dos dias trabalhados.

Em seu novo serviço, feito de segunda a quinta-feira, Bruno deixa o presídio às 7 horas da manhã e retorna às 17h30. Para cada três dias trabalhados, o detento é beneficiado com um dia de redução da pena. Ele foi condenado a mais de 20 anos de cadeia e está preso desde 2010.

Bruno atuava pelo Flamengo quando foi preso. Por meio de liminar, ele chegou a ficar dois meses em liberdade no ano passado, ocasião que foi parar em Varginha e jogou pelo Boa, time local que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro. A defesa acredita que, sendo solto, ele voltará a atuar pelo clube mineiro.

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