Por retorno, ídolos da Portuguesa ficam à disposição do clube

Em um dos momentos mais complicados da história, ex-jogadores Capitão e Basílio prometem ajudar Lusa a retornar à elite do futebol

Rafael Fiuza, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2014 | 21h49

"A Portuguesa era a primeira opção dos jogadores quando Palmeiras, São Paulo, Santos e Corinthians fechavam seus elencos. Era um prazer jogar pela Lusa. Agora está na 3ª Divisão. É uma grande pena. Dói. Eu fico sem palavras". Capitão é apenas um dos grandes ídolos da equipe do Canindé que sofre com o atual momento do clube dentro e fora de campo. Quando atuava, o ex-volante foi vice-campeão brasileiro em 1996 (perdeu a decisão para o Grêmio, de Felipão) e um dos jogadores que mais vestiram a camisa rubro-verde.

Outro grande ídolo da equipe, Basílio não acredita que o plantel montado neste ano era o ideal. "São vários fatores que levaram a equipe ao lugar que ela se encontra. Precisávamos de jogadores que tivessem qualidade para vestir a camisa da Portuguesa. Uma equipe que é chamada de Barcelusa não pode cair em descrédito desta forma somente após dois anos", disse o ex-jogador da Portuguesa e do Corinthians, referindo-se à temporada em que o time do Canindé emplacou uma boa sequência de vitórias.

O momento vivido pela Lusa no fim do ano passado foi lembrado por ex-jogadores. "Nós não somos leigos. Para descobrir quais foram os culpados pela entrada do Héverton é só quebrar o sigilo telefônico de algumas pessoas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Se tivesse interesse, já teríamos descoberto quem são os culpados", declarou Basílio.

" SRC="/CMS/ICONS/MM.PNG" STYLE="FLOAT: LEFT; MARGIN: 10PX 10PX 10PX 0PX;" CLASS="IMGEMBED

Na próxima temporada, a Portuguesa disputará o Paulistão e a 3ª Divisão do Brasileiro. Para isso, um elenco qualificado será necessário, como avisa o ex-volante Capitão. "Se trouxer um jogador de nível B ou C, quem garante que a equipe sairá de lá? Tem de contratar jogadores de Série A", disse. Os ídolos da Lusa também avisaram que estão à disposição para ajudar a equipe a retomar o caminho da elite do futebol.

"Eu sou uma pessoa que foi muito hostilizada na Portuguesa alguns anos atrás, mas no que depender de mim, vou ajudar, já que tudo que conquistei na vida foi por causa da Portuguesa", resumiu Basílio. "Em 1996, nós começamos a almoçar com os jogadores. Botar na cabeça dos mais jovens que o título entraria para história. É preciso plantar essa semente. A equipe precisa de líderes, de alguém que faça isso com os jogadores. Têm momentos em que o treinador não consegue acompanhar e precisa de alguém para chamar a atenção da equipe", entende Capitão.

CAMPANHA

A Portuguesa chega ao fundo do poço após a derrota nesta terça-feira para o Oeste por 3 a 0, em jogo válido pela 33ª rodada da Série B. Com o resultado, não há mais condições matemáticas de o time do Canindé deixar a zona de rebaixamento, portanto, está rebaixado. O time ocupa a lanterna da Segundona, com 21 pontos em 33 partidas, amargando 18 derrotas e apenas três vitórias.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.