Por vaga, Capello cobra que Rússia perca menos gols

Para a Rússia se classificar para a próxima fase da Copa apenas um resultado serve, a vitória

Raphael Ramos - enviado especial a Curitiba, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 20h34

Para o técnico Fabio Capello, a Rússia não precisa apresentar nada inovador na partida desta quinta-feira diante da Argélia, às 17h, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela última rodada do Grupo H. Na visão do treinador, para a equipe conquistar os três pontos e, consequentemente, a vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo basta mostrar o mesmo futebol dos jogos contra Coreia do Sul e Bélgica, com uma única diferença: o time não pode desperdiçar tantas chances de gol.

"Sempre jogamos para ganhar. Foi assim contra a Bélgica e a Coreia do Sul. Fizemos de tudo para vencer, mas infelizmente não conseguimos. Sempre jogamos de maneira ofensiva, sempre criamos muitas chances. O problema é que não aproveitamos", disse o treinador nesta quarta-feira em entrevista coletiva na Arena da Baixada.

Os argelinos têm a vantagem do empate. Mas, de acordo com o técnico Vahid Halilhodzic, o time não ficará só na retranca. Assim, Capello espera uma partida bastante equilibrada, decidida nos detalhes. "Assim como a Argélia, estamos bem fisicamente. O que precisamos fazer é tentar encontrar os pontos fracos do adversário e jogar uma partida muito boa", avaliou.

Chegar à segunda fase é fundamental porque a próxima edição do Mundial será justamente na Rússia e o desempenho da equipe agora terá grande impacto no projeto traçado para os próximos quatro anos. Capello, no entanto, ressalta que estar no Brasil já é um grande avanço para o futebol russo. "Conseguimos nos classificar para a Copa do Mundo depois de 12 anos fora. Estamos de volta e isso significa que demos um passo importante. É preciso planejamento e entender o que precisamos", afirmou.

Um dos problemas da equipe identificado por Capello e que ele pretende corrigir para 2018 é a inexperiência internacional dos atletas. Os 23 convocados para a Copa no Brasil atuam em clubes do país. "Jogando sempre no mesmo campeonato, contra os mesmo jogadores, é difícil melhorar. É preciso ampliar as possibilidades de escolhas", disse.

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