Diana Sanchez/AFP
Diana Sanchez/AFP

Por volta de bons tempos, colombianos e chilenos apostam em técnicos estrangeiros

Reinaldo Rueda e Carlos Queiroz são os comandantes das duas equipes

Leandro Silveira, Estadao Conteudo

28 de junho de 2019 | 11h50

Bicampeão da Copa América, o Chile enfrentou enorme decepção ao não conseguir a vaga para ir à Rússia em 2018. A Colômbia até foi para a Copa do Mundo, mas não conseguiu igualar o desempenho de quatro anos antes, parando nas oitavas de final. Para resgatar os melhores momentos, ambas as seleções apostaram em técnicos estrangeiros: o colombiano Reinaldo Rueda, para levar o Chile de volta ao Mundial e ampliar a hegemonia continental, e o português Carlos Queiroz, para tornar a Colômbia mais competitiva e forte defensivamente.

A Copa América no Brasil é o primeiro torneio à frente de suas seleções de treinadores que compartilham a participação em seis Mundiais. Quatro são de Carlos Queiroz, que agora levou a Colômbia a ter 100% de aproveitamento e a não sofrer gol na fase de grupos, dando sequência ao trabalho do argentino José Pekerman, mas buscando dar mais intensidade e consciência tática a todos os setores.

"Viemos para tentar ganhar e aprender com eles, já que são os campeões e nós não temos nada a perder", afirmou Carlos Queiroz, aproveitando que está em seu primeiro ano à frente da Colômbia para falar em aprendizado, jogando o favoritismo no duelo pelas quartas de final, na Arena Corinthians, em São Paulo, nas costas do Chile.

Já Reinaldo Rueda, que esteve à frente de Honduras na Copa do Mundo de 2010 e da equatoriana na de 2014, tenta levar o Chile a um tricampeonato da Copa América que não acontece desde a Argentina em 1945/1946/1947. A classificou às quartas de final com uma rodada de antecedência, mas perdeu a liderança do seu grupo para o Uruguai. Agora, no mata-mata, busca mostrar que o time de veteranos ainda pode fazer a diferença na América do Sul.

Para ele, o encontro contra a Colômbia será bem emotivo, afinal se trata do seu país, da seleção que dirigiu entre 2004 e 2006, além do reencontro com vários jogadores que dirigiu no Atlético Nacional campeão da Copa Libertadores em 2016. "A Colômbia fez uma fase de grupos extraordinária. Tem um grupo que está expressando tudo o que construíram durante os últimos anis. Sabemos que têm muito potencial", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.