Eric Gaillard/Reuters - 28/08/2014
Eric Gaillard/Reuters - 28/08/2014

Portugal e Espanha querem jogadores de empresários

Ligas dos dos países dizem que clubes menores não têm capacidade de concorrer em alto nível sem a prática

REUTERS

10 de fevereiro de 2015 | 19h49

As ligas profissionais de futebol da Espanha e de Portugal entraram com uma ação legal na Comissão Europeia sobre a decisão da Fifa de proibir que terceiros sejam proprietários de jogadores.

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou no ano passado que a entidade que controla o futebol mundial concordou em proibir a prática -- quando os direitos de transferência de jogadores estão total ou parcialmente em propriedade de um jogador de futebol ou de uma empresa, em vez de um clube.

As ligas espanhola e portuguesa, nas quais a prática é generalizada, argumentam que a proibição viola as regras da concorrência, bem como os regulamentos da livre circulação de mão de obra e de capital e será prejudicial para os jogadores e clubes.

"(As ligas) confiam que a comissão agirá rapidamente, começando com ação disciplinar relevante contra a Fifa e revertendo a proibição", informaram as ligas em um comunicado conjunto. 

A decisão da Fifa de proibir a propriedade de terceiros ocorre após pressão da Uefa, cujo presidente, Michel Platini, é um dos maiores críticos da prática, também combatida pela associação internacional de jogadores.

No entanto, alguns especialistas argumentam que clubes sem o poder de compra de poderosos como Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e Manchester United seriam incapazes de competir em alto nível, se o acesso à prática for negado.

(Reportagem de Iain Rogers)

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