Portugal nega troca de votos em candidaturas para Copas de 2018 e 2022

LISBOA - A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) negou "categoricamente" que a candidatura conjunta do país com a Espanha tenha feito qualquer tipo de aliança com outra proposta para a escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, que acontecerá no dia 2 de dezembro, em Zurique (Suíça).

EFE,

21 de outubro de 2010 | 14h55

O presidente da FPF, Gilberto Madaíl, disse que ficou "surpreso e indignado" com notícias publicadas em diversos veículos da imprensa europeia envolvendo supostas trocas de votos entre os países ibéricos, que brigam para sediar a Copa de 2018, e o Catar (que pretende sediar o Mundial de 2022).

Madaíl fez esta declaração à agência Lusa, e porta-vozes da Federação afirmaram à Efe que não têm intenção de fazer outros comentários sobre o assunto.

A Fifa, por sua vez, decidiu abrir investigação através de seu Comitê de Ética a duas candidaturas, mas não confirmou quais.

O presidente da FPF garantiu que os responsáveis pela candidatura ibérica não sabem "onde as pessoas pretendem chegar com este procedimento, nem o que ou quem poderá estar por trás do processo".

Madaíl disse que é "estranho que alguém pretenda lançar suspeitas totalmente infundadas" sobre a candidatura luso-espanhola, "em momento no qual foram publicadas notícias sobre supostas tentativas de compra e venda de votos com envolvimento de outras candidaturas".

A Fifa abriu investigação sobre uma possível compra de votos no processo de escolha dos países sedes dos mundiais de 2018 e 2022 depois que o jornal britânico The Sunday Times publicou reportagem mostrando que dois membros do Comitê Executivo que vai eleger as sedes ofereciam seus votos em troca de dinheiro a repórteres que se fizeram passar por representantes da candidatura americana.

Os dois membros envolvidos são o vice-presidente da Fifa Reynald Temari, presidente da Confederação de Futebol da Oceania, e o membro do Comitê Executivo Amos Adamu, de nacionalidade nigeriana.

O presidente da Comissão de Ética e o secretário-geral anunciaram na quarta-feira a suspensão provisória de ambos durante 30 dias, além da abertura de uma investigação de duas candidaturas e a adoção de medidas contra quatro membros de outras federações.

O objetivo desta investigação é, segundo a Fifa, "esclarecer os supostos acordos entre certas associações e seus comitês de candidatura em relação ao processo de candidatura para os Mundiais de 2018 e 2022".

De acordo com a Fifa, "a Comissão de Ética tomará uma decisão sobre este assunto na sessão que realizará em meados de novembro após ter iniciado profunda investigação".

Além da candidatura de Espanha e Portugal, Inglaterra, Rússia e a proposta conjunta de Holanda e Bélgica brigam para organizar o Mundial de 2018. Catar, Estados Unidos, Austrália, Japão e Coreia do Sul são os candidatos à Copa do Mundo de 2022.

A Fifa deve decidir na reunião que seu Comitê Executivo realizará no próximo dia 28 o sistema de votação para a escolha das sedes, que será realizado no dia 2 de dezembro, em Zurique.

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