Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Portuguesa fecha nova parceria e espera dias melhores em 2015

Clube paulista encontra investidor para as categorias de base no próximo ano e pretende estender acordo para futebol profissional

Gonçalo Junior , O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2014 | 09h05

Embora esteja rebaixada para a Série C, viva uma profunda crise financeira e investigue as responsabilidades da diretoria anterior no rebaixamento do ano passado por meio de uma Comissão de Ética, a Portuguesa conquistou um novo investidor e vislumbra perspectivas um pouco mais animadoras para 2015. 

O novo parceiro da Lusa é o Centro Profissionalizante de Ensino Educacional e Social (Capes). Trata-se de uma empresa da área de educação, com sede na região central da cidade de São Paulo, que está financiando a formação de atletas das categorias de base. Desde o início do mês dois profissionais atuam em parceria com funcionários no clube com o objetivo de resgatar a capacidade de revelar novos talentos. 

Os diretores evitam dar maiores detalhes sobre o formato da parceria, como o valor do investimento, as características do parceiro ou o porcentual do clube em eventuais negociações. Justificam dizendo que preferem começar a reestruturação "sem fazer muita propaganda". O próximo passo da diretoria é estender a parceria também para o futebol profissional. 


"Encontramos o clube praticamente com as portas fechadas, tivemos dificuldades no início, mas estamos conseguindo iniciar a revitalização", diz Marco Antonio Teixeira, presidente do Conselho Deliberativo. 

Grande parte do entusiasmo se justifica pela parceria firmada também com a parte social do clube, além dos investimentos nas categorias de base.

De acordo com a diretoria, uma grade de 40 eventos já está confirmada para 2015 no Canindé. Isso vai significar receita de R$ 10 milhões. Em 2013, a principal fonte de receita do clube foi a cota de tevê dos jogos da Série B no valor de R$ 2,7 milhões. 

Ainda é pouco para o abismo em que o clube se encontra - as dívidas trabalhistas, que incluem salários atrasados deste ano, chegam a R$ 200 milhões -, mas a diretoria afirma que conversas com outros parceiros estão em andamento. 

CASO HÉVERTON 

A Comissão de Ética que investiga a escalação premeditada do meia Héverton na última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado, que acabou resultando na punição e no rebaixamento do clube, pretende encerrar as investigações internas até o Natal. Esse foi o prazo dado para o depoimento do ex-presidente Manuel da Lupa, o último a ser ouvido. Em setembro, Da Lupa obteve na Justiça uma "antecipação de tutela" que impede que os conselheiros tomem qualquer decisão contra ele a partir do relatório da comissão. O juiz entendeu que o órgão não pode votar o relatório sem antes ouvi-lo, sob pena de multa de R$ 50 mil por descumprimento.

"Queremos fazer isso o mais rápido possível, mas o ex-presidente não parece disposto a colaborar. Oferecemos três datas para que ele compareça ao clube, ainda este ano, e caso ele não venha vamos pedir uma reconsideração ao juiz que está analisando o caso", diz Marco Antonio Teixeira. 

A Portuguesa divulgou nota oficial ontem informando que vai promover uma auditoria por empresa externa que "estará comprometida com as revisões contábeis, fiscais, trabalhistas e previdenciárias do primeiro ano de mandato da gestão Ilídio Lico, bem como dos últimos cinco anos da administração anterior" com o objetivo de fazer um completo diagnóstico da situação do clube. 

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