Portuguesa não liga para o Náutico

A Portuguesa está dependendo de um simples empate com o Guarani, sábado, em Campinas, para chegar ao quadrangular final do Campeonato Brasileiro da Série B. Por isso mesmo, o técnico Giba não quer ficar dependendo do outro resultado no qual o Marília receberá o já classificado Náutico, que admite a possibilidade de poupar alguns jogadores. "Desde a primeira rodada nós ficamos entre os oito melhores e na segunda fase também mostramos nossa condição. Então, não podemos ficar dependendo de ninguém", disse o técnico, sem quer apontar como certo ou errado a possibilidade do Náutico poupar jogadores na última partida da semifinal. A matemática do Grupo B é simples: o Náutico, com 12 pontos, está garantido; a Portuguesa, vice-líder, com nove, depende de um empate para chegar aos 10 pontos e não ser mais alcançado pelo Marília, que tem seis e pode chegar ao nove se vencer. Mesmo perdendo o time do Canindé pode ficar com a vaga. Além de vencer, o Marília precisa tirar uma diferença de cinco gols no saldo, que no momento é de 1 (Lusa) contra -4 (MAC). O Guarani, com três pontos, está eliminado e também pode até já desligar alguns jogadores. "Não sei o que eles vão fazer. Mas tenho certeza de que vamos determinados a nos classificar", comentou Giba. Ele acredita que o time não vai sucumbir no momento decisivo, como já foi rotulado em alguns momentos da sua história. "Não podemos dar crédito para máximas do futebol. O clube vive um bom momento, o grupo está unido e preparado para buscar a vaga", concluiu. Pela ausência de seu principal destaque, o meia Cléber, a Portuguesa deverá ter o esquema tático modificado para o jogo em Campinas. O 4-4-2 deverá ser trocado pelo 3-5-2, com três zagueiros e apenas uma armador. O substituto de Cléber, artilheiro da equipe com 12 gols nesta Série B, pode ser o zagueiro Emerson, que foi titular no jogo contra o Náutico em Recife, pela quarta rodada, quando Giba montou a Lusa com três zagueiros e deu certo com a vitória por 1 a 0. Cléber está suspenso por ter recebido o terceiro cartão amarelo na vitória de 2 a 0 sobre o Marília, no último sábado em São Paulo. Com a mudança, Rafael Toledo, apesar de estar atuando como volante, passaria a ser o meio-campista mais ofensivo, com Almir e Rodrigo Pontes ficando responsáveis pela marcação.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2005 | 18h58

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