Portuguesa sofre com greve de funcionários e pode perder atacante Luan

Os funcionários da Portuguesa terão de aguardar mais alguns dias para receberem os seus salários atrasados. Sem dinheiro, a direção espera a liberação da cota de televisão do Campeonato Paulista, cujo valor é de R$ 1,9 milhão, para quitar os dois meses de salários e o 13.º salário de 2014 e assim encerrar a greve que se arrasta desde o ano passado.

Estadão Conteúdo

09 de janeiro de 2015 | 19h33

Além dos funcionários, o elenco também sofre com a crise financeira. Tanto que o atacante Luan, de 18 anos, deve desligar-se do clube por conta dos atrasos. A jovem promessa entrará com um processo, na próxima segunda-feira, na Justiça do Trabalho. Ele alega estar com os três meses de salários atrasados, além do 13.º de 2014 e algumas bonificações.

Há um temor que, assim como ocorre com Luan, outros jogadores peçam rescisão na Justiça. O grande problema é que a cota do Paulistão está penhorada por um processo do ex-volante Marcus Vinícius de Souza Ozias, que defendeu o clube no início dos anos 2000. O processo ainda tramita na 29.ª Vara do Trabalho de São Paulo.

O Sindesporte (Sindicato dos Empregados de Clubes Esportivos e em Federações, Confederações e Academias Esportivas no Estado de São Paulo) junto com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Portuguesa enviaram um ofício solicitando que a dívida com Marcus Vinícius seja incluída na penhora do estádio do Canindé. A casa da equipe está penhorada por conta de outro processo na 59.ª Vara de São Paulo.

A diretoria garante que o valor do imóvel é superior ao montante das dívidas dos dois processos somados. Fato que contribuiu para o acordo feito com o Sindesporte e o MPT. "Neste ato o Sindicato Suscitante informa que, se deferida a transferência daquela penhora para o presente Dissídio Coletivo, os trabalhadores imediatamente encerrarão o movimento grevista", descreveu o termo da reunião entre Portuguesa, Sindesporte e MPT realizada na Justiça do Trabalho - 2.ª Região.

As partes envolvidas voltarão a se reunir, na próxima quinta, às 14 horas. A expectativa é de que até esta data já haja um parecer sobre uma possível transferência do processo do ex-volante Marcus Vinícius para a penhora do Canindé.

Como ainda não possui recursos em caixa para pagar os funcionários, a diretoria da Portuguesa se dispôs a rescindir o contrato dos funcionários. Desta forma, os mesmos poderiam sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e dar entrada no seguro-desemprego. O clube também iniciou o pagamento dos vales-transporte e cestas básicas ainda relativos ao mês de novembro.

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