Fábio Motta/Estadão - 07/05/2014
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Portuguesa vai adotar 'nome de guerra' no segundo semestre do ano

Clube quer avaliar sugestões de torcedores para 'abrasileirar' a forma pelo qual é chamado

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

29 de maio de 2014 | 20h41

SÃO PAULO - A Portuguesa cometeu um erro nesta quinta-feira em seu site que causou inúmeros protestos dos torcedores. Por uma falha da programação, os internautas foram convidados a sugerir um novo nome para o clube. O Conselho Deliberativo quer na verdade criar um "nome de guerra" mais abrasileirado, sem perder as origens lusitanas do tradicional "Associação Portuguesa de Desportos". A enquete deve voltar ao ar nesta sexta-feira e estará disponível por 30 dias. O conselho vai avaliar as sugestões dos torcedores e adotar a nova denominação no segundo semestre.

Marco Antonio Teixeira Duarte, presidente do Conselho, afirma que a decisão da mudança já havia sido tomada em 1993 e que dois conselheiros pediram que a decisão fosse efetivada. Entre as sugestões apresentadas naquela época estão Bandeirantes, Real Paulista, Real Portuguesa e Vila Real. Teixeira acredita que o novo nome vai promover uma revitalização do clube. "A discussão sobre o novo nome será um momento positivo para reunir a nossa coletividade que está apática diante do momento conturbado do time", avalia.

O momento conturbado se refere ao rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro de 2013. No final do ano passado, a Portuguesa foi punida pela escalação irregular do meia Héverton na última partida, contra o Grêmio, com a perda de quatro pontos. Com isso, acabou rebaixada. Após uma longa guerra de liminares com a CBF, na qual o clube chegou a abandonar a primeira partida da Série B de 2014 contra o Joinville e foi novamente punida com a perda de três pontos, a Portuguesa se conformou a disputa da Série B aceitando o pagamento das cotas de TV.

O presidente Ilídio Lico, no entanto, é contra o acréscimo do nome. "Esse é um assunto do conselho, não da diretoria", disse, irritado. "Por mim, não mudaria nada", completou José Luiz Ferreira, vice-presidente jurídico do clube.

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