Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Possível sumiço de votos na eleição do Corinthians faz Paulo Garcia entrar na Justiça

Segundo candidato com mais votos na eleição alega que problema em urna teria provocado erro na contagem

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2018 | 16h59

Derrotado na eleição para presidente do Corinthians no último sábado, Paulo Garcia entrou com um processo alegando fraude no resultado do pleito que declarou Andrés Sanchez como novo presidente do clube. O empresário acionou na justiça a Telemeeting Brasil, responsável pelo processo de votação da eleição corintiana. A representação criminal foi feita no Jecrim, da Barra Funda. 

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A informação foi divulgada pelo UOL e confirmada pelo Estado, que apurou que a desconfiança da oposição corintiana se dá pelo fato de uma das urnas ter apresentado uma falha no sistema e travado durante a eleição, tendo sido necessária a reinicialização do aparelho. A suspeita é de que os votos feitos antes do problema técnico sumiram. Durante a eleição, Paulo Garcia e Citadini fizeram uma auditoria nas urnas com empresas de tecnologia independentes e ambos constataram problemas no pleito.

Os outros três candidatos derrotados também podem entrar na disputa judicial, casos de Antônio Roque Citadini, Felipe Ezabella e Romeu Tuma Júnior. Antes da eleição, também ocorreu diversas disputas judiciais. Citadini e Paulo Garcia chegaram a ter as candidaturas impugnadas, mas conseguiram reverter a decisão.

Segundo dados oficiais, a eleição teve um total de 3.642 votos de associados. Andrés Sanchez venceu com 1.235 votos (33,9%), enquanto Paulo Garcia ficou em segundo, com 834 votos (22,9%). Antonio Roque Citadini recebeu 803 votos (22%), Felipe Ezabella teve 461 votos (12,6%) e, por fim, Romeu Tuma Júnior somou 278 votos (7,6%). Existiram ainda 18 votos nulos e 13 brancos.

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