Poucas mulheres estiveram no Morumbi

No Dia Internacional da Mulher, o que menos se viu no Morumbi, neste sábado, foram as mulheres. Talvez pela ameaça de chuva ou pela transmissão ao vivo pela tevê também para a capital, o público masculino também decepcionou, mais uma vez. Afinal, o clássico deste sábado valia uma vaga na final do Campeonato Paulista. Além disso, era o último Palmeiras e Corinthians do ano, já que cada equipe vai disputar o Campeonato Brasileiro em divisões distintas.Os torcedores corintianos até que fizeram a sua parte, ocupando aproximadamente 50% do espaço reservado a eles no setor das arquibancadas. Entre as poucas mulheres que foram ao Morumbi, a maioria também era de corintianas. Três delas, Fátima de Souza, Cristiane Alencar e Sílvia Figueiredo chegaram ao estádio direto do sambódromo. Passaram boa parte da madrugada na avenidada, desfilando pela Gaviões. "Um presente eu já ganhei, desfilando pela Gaviões. Foi maravilhoso", dizia Cristiane. "Agora, falta o outro: a vitória sobre o Palmeiras".Na guerra entre as torcidas, vantagem também para a corintiana. O coro favorito, claro, era evocar o rebaixamento do arquiinimigo para a segunda divisão. "Ão, ão, ão, segunda divisão". Ou então: "Timinho, Timinho". As meninas corintianas não ficavam de fora da festa. "Ganhar do Palmeiras é como ser campeão: a alegria é a mesma", acrescentava Sílvia. Mal acabava de falar, Liédson fez 1 a 0. Logo depois, Gil ampliou. Em seguida, o mesmo Gil fez 3 a 0. Não é preciso dizer o que aconteceu a partir daí: "E l i m i n a d o", "E l i m i n a d o", passaram a gritar os corintianos. Mais tarde, "Cadê, Porco?", "Cadê, porco?". A resposta palmeirense veio com o gol contra de Fabrício, aos 22. "Palmeiras", Palmeiras"...Se clássico com público pequeno não é bom para os clubes e para o futebol, no quesito segurança fica bem mais tranqüilo o trabalho do policiamento. Mesmo assim, a Polícia Militar não desprezou as suas rígidas normas de segurança: só no estádio, 485 soldados se encarregaram do policiamento, de acordo com os números do major Marcos Marinho. Outra providência de praxe da PM: as duas principais torcidas organizadas de Palmeiras e Corinthians, a Mancha e a Gaviões, foram escoltadas de suas respectivas sedes até o estádio. "Nada de anormal até agora", salientou o chefe do policiamento, no intervalo do jogo.O clássico também foi pobre em ´vips´, uma tradição em jogos decisivos no futebol brasileiro. Como curiosidade, chamou a atenção uma faixa estendida por dois rapazes contra a provável invasão dos Estados Unidos ao Iraque. O texto da faixa: No War (Guerra Não). Mas o movimento acabou como começou: quase sem ser notado.

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