Prass confirma agressões, critica capitão do Peñarol e pede punição

Para goleiro, Nández foi um mau exemplo para o time

Estadao Conteudo

27 de abril de 2017 | 09h34

Em clima de desabafo, após a vitória por 3 a 2 sobre o Peñarol, o goleiro Fernando Prass confirmou agressões que sofreu na confusão ao fim da partida disputada em Montevidéu, pela Copa Libertadores, e ironizou o capitão do time uruguaio, Nahitan Nández, que teria estimulado provocações e até teria agredido jogadores do time brasileiro.

"O Nández foi para cima do Felipe Melo. Quando fui ajudar ele, dois ou três jogadores do Peñarol, um deles era o Nández, me deram soco na boca, me chutaram. Impressionante ver o capitão do time, que é a bandeira do time, fazer isso. Vou dar os parabéns para o Nández, é um baita exemplo, uma baita bandeira para o time dele", criticou Prass.

O goleiro palmeirense afirmou também ter visto jornalistas tentando agredir palmeirenses ao fim da partida. "Tinha jornalista com tripé tentando acertar jogadores do Palmeiras. Uma coisa surreal...", afirmou.

Prass justificou as agressões dos jogadores do Palmeiras, como o soco que Felipe Melo acertou no rosto do reserva Matias Mier. "Se alguém entra no estúdio de vocês para agredir não vão ficar parado esperando. Tu vai se defender. Tinham alguns policiais, mas muito pouco na minha opinião para uma partida num lugar que tem histórico de confusão", afirmou o goleiro, dirigindo-se aos jornalistas brasileiros numa entrevista coletiva improvisada.

O experiente jogador do Palmeiras cobrou uma dura punição ao Peñarol por conta da grande confusão ocorrida na noite desta quarta. "Eles ainda vão se vangloriar porque deram porrada. Vamos ver essa cena mais uma vez e vão falar que isso é Libertadores. Se a entidade que comanda não for rigorosa e punir, vai seguir", declarou.

FELIPE MELO

Prass disse temer uma eventual punição ao volante brasileiro, por causa do soco no reserva do time rival. A imagem da agressão ganhou destaque nas redes sociais e nos principais jornais do país nesta quinta.

"Seria o cúmulo da inversão de valores. Ele levanta os braços. Eles provocam, pegam pelo pescoço, ele é agredido e se defende. Não tem como. Se não faz nada, tu é massacrado. Se ele não se defende, poderia ter tido uma tragédia aqui", afirmou Fernando Prass.

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