Prass pede calma com goleiros e confia em Jailson e Vagner no Palmeiras

'Paciência nunca foi e nunca será o forte do torcedor brasileiro', diz veterano

Estadão Conteúdo

12 Agosto 2016 | 20h40

Os goleiros Jailson e Vagner ganharam um importante apoio na luta para manterem a disputa pelo gol do Palmeiras sem que o clube tenha que contratar um novo atleta para a posição. Fernando Prass acredita que não exista a necessidade de uma nova contratação, pois a dupla tem capacidade de sobra para suprir sua ausência até o fim da temporada, desde que todos, inclusive a diretoria, tenham paciência e calma para analisá-los.

"Paciência nunca foi e nunca será o forte do torcedor brasileiro. O cara tem que ter sequência para jogar bem e não dá para criar um conceito sobre um jogador em três partidas. Falo isso para o bem e para o mal. É preciso tempo para mostrar se um erro foi realmente um erro, e não uma coisa normal, é complicado", alertou o goleiro, falando de Vagner.

Apesar do alerta, Prass sabe que as coisas não são tão simples e que a pressão para atuar no gol do Palmeiras é diferente. "O futebol em alto nível, principalmente em times do tamanho do Palmeiras, o tempo é um pouco diferente do que a gente deseja. Mais do que a torcida ter tranquilidade, o atleta e quem analisa tem que ter a calma para aceitar isso", completou.

Prass se recupera de uma cirurgia no cotovelo direito e só retornará aos gramados no próximo ano. Vagner assumiu seu lugar, falhou nos jogos contra Chapecoense e Botafogo e Jailson entrou em seu lugar. O goleiro de 35 anos foi um dos destaques contra o Vitória.

A diretoria do Palmeiras não admite publicamente, mas foi atrás do goleiro Felipe Alves, do Oeste, famoso pelos dribles em cima dos atacantes quando defendia o Audax. O time alviverde tem um acerto verbal com Felipe, mas o Oeste não quer liberá-lo e a negociação está paralisada. Os dirigentes vão esperar para ver como Jailson se sai no domingo, diante do Atlético-PR e, dependendo do que acontecer, podem até desistir da negociação.

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