Wilton Junior/Estadão
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Prazo acaba e Portuguesa pode expulsar ex-presidente

Manuel da Lupa não atende às convocações da Comissão de Ética do clube paulista e pode ser expulso do quadro de associados

Estadão Conteúdo

18 de dezembro de 2014 | 20h48

O ex-presidente Manuel da Lupa não atendeu às convocações da Comissão de Ética da Portuguesa e pode ser expulso do quadro de associados, além de ser responsabilizado civil e criminalmente pela queda do clube para a Série B do Campeonato Brasileiro em 2013 - hoje, a equipe está na Série C. O órgão investiga internamente as irregularidades na escalação do meia Héverton na última partida do Brasileirão de 2013, o que causou a queda do clube no julgamento do STJD.

Esta quinta-feira foi o último dia do prazo dado pela comissão para os esclarecimentos de Da Lupa. Ele já havia faltado a duas convocações anteriores alegando problemas de saúde. Como o ex-presidente não se pronunciou, o Conselho Deliberativo vai votar o relatório à revelia e definir a responsabilidade do ex-mandatário. A data da votação ainda não está decidida.

Na visão da comissão, Da Lupa cometeu uma série de "erros administrativos" que contribuíram para o rebaixamento. A Portuguesa deve cobrar uma indenização no valor de R$ 30 milhões. Por outro lado, o relatório não menciona eventual recebimento de propina por parte do ex-presidente. Essa é uma das linhas de investigação do inquérito aberto pelo Ministério Público de São Paulo - que também investiga o episódio.

O MP também apura a participação do ex-diretor de futebol Roberto dos Santos e do advogado Valdir Rocha, que teriam omitido de forma proposital a informação de que Héverton não poderia atuar na última rodada do torneio. Manuel da Lupa se apresentou espontaneamente ao órgão estadual e se dispôs a entregar informes de rendimento e dados de contas bancárias e telefônicas.

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