Precariedade do gramado do Maracanã preocupa seleção

'Infelizmente, há buracos e até o dia 17 não há como evitar que a seleção seja prejudicada', diz Jorginho

Sílvio Barsetti, Estadão

10 de outubro de 2007 | 18h43

A volta da seleção ao Maracanã depois de sete anos já está cercada por uma polêmica: as condições do gramado são ruins e não há tempo hábil de repará-las até o jogo do dia 17, contra o Equador, pela segunda rodada das Eliminatórias do Mundial de 2010. A constatação do auxiliar-técnico da seleção, Jorginho, após uma nova vistoria no estádio, surpreendeu a todos da equipe. Duas semanas atrás, o técnico Dunga e Jorginho visitaram o Maracanã e ouviram das autoridades do Estado que o gramado, muito prejudicado pelas festas de abertura e encerramento dos Jogos Pan-Americanos, estaria recuperado para o confronto com o Equador. Pelo que Jorginho notou, isso não vai ser possível. "Infelizmente, há buracos, ondulações e trechos em que a grama secou. Até o dia 17 não há como evitar que a seleção seja prejudicada, por ser uma equipe de mais habilidade, mais técnica. Quem vai se favorecer será o Equador", declarou Jorginho. De acordo com o auxiliar de Dunga, a única possibilidade de uma melhora acentuada das condições do gramado do Maracanã num espaço tão curto de tempo seria a transferência dos dois jogos previstos para o estádio no fim de semana - Fluminense x São Paulo, no sábado; e Vasco x Botafogo, domingo. Mas essa hipótese está descartada. Até Ronaldinho Gaúcho manifestou sua preocupação sobre o assunto: "Espero que esteja melhor até o dia do jogo, senão pode vir a prejudicar nosso time." A última vez que o Brasil atuou no estádio foi em 2000, pelas Eliminatórias do Mundial de 2002 e a seleção goleou a Bolívia por 5 a 0, com três gols de Romário.

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