Rubens Chiri/Divulgação
Rubens Chiri/Divulgação

Precisa melhorar para ser campeão da Copa do Brasil, diz Doriva

Técnico do São Paulo fala em atuação ruim em derrota no Rio

O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2015 | 00h47

O técnico Doriva chegou ao São Paulo na última semana para comandar o time na reta final da temporada e logo na estreia no cargo, nesta quarta-feira, viu o time perder para o Fluminense e causar preocupação. Segundo o treinador, o futebol apresentado na derrota por 2 a 0 no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, está muito abaixo do necessário para se dar bem na temporada.

Até o fim da temporada o clube vai disputar vaga na Copa Libertadores tanto pelo G-4 do Brasileirão, como na Copa do Brasil, torneio em que o São Paulo está na semifinal. "Temos que estar prontos. Se ambicionamos essa conquista, temos que nos mobilizar e se entregar. Para ser campeão, precisa de um pouco mais do que apresentamos hoje (quarta-feira)", explicou Doriva.

O estreante chegou na última semana no cargo durante a maior crise política da história do São Paulo, com a renúncia do presidente Carlos Miguel Aidar e denúncias graves de irregularidades. O elenco se disse livre de ser afetado pelo mau momento, porém pesou no Rio o pouco tempo do treinador no cargo. Foram cinco sessões de treinos sob o comando de Doriva.

"Obviamente que quando há uma filosofia implantada, demora um tempo para colocar suas ideias. Tivemos essa semana para trabalhar e ainda tem muita coisa que o elenco precisa assimilar. Isso vai com o tempo", afirmou. As principais mudanças do técnico em pouco tempo no São Paulo foram acabar com o rodízio de titulares e a improvisação de jogadores em posições diferentes, duas características marcantes do antecessor, Juan Carlos Osorio.

Um antigo problema no time já chamou a atenção de Doriva. A falta de líderes entre os jogadores de linha. "É um grupo que não fala muito dentro de campo. O Rogério é um líder, mas fica atrás. No meio do campo não tem isso, já identificamos e vamos tentar melhorar. Os atletas têm que conversar mais, se orientar, até para ajudar os companheiros, principalmente os mais jovens".

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