Ivan Storti / Santos FC
Ivan Storti / Santos FC

'Precisamos de reforços pontuais', diz técnico Fernando Diniz ao assumir o Santos

Treinador foi apresentado na manhã desta segunda-feira e vai dirigir o clube diante do Boca Juniors pela Libertadores; veja o vídeo

Redação, O Estado de S. Paulo

10 de maio de 2021 | 12h13

O Santos precisa apenas de reforços pontuais, mas que possam ser escalados como titulares. Essa é a opinião do técnico Fernando Diniz, apresentado na manhã desta segunda-feira, dia 10, como novo comandante do time da Vila Belmiro. A contratação de reforços se tornou uma questão urgente depois de o clube correr risco de rebaixamento no Campeonato Paulista Sicredi 2021 e da saída de alguns titulares, como Diego Pituca e Soteldo.

"Não sou de exigir inúmeros jogadores, mas temos de trazer atletas pontuais, com capacidade de vir e ajudar de maneira direta. O elenco me agrada bastante pelos jovens talentosos e também pelos experientes", afirmou o treinador, que não quis falar das posições carentes. "O Santos precisa de poucos e bons reforços. Não precisa de muitos, precisa de qualidade", completou. 

Livre da punição da Fifa após a venda de Soteldo ao Toronto FC, a diretoria e o treinador vão discutir nomes do mercado. A tendência é que o clube não faça grandes investimentos e aposte mais em chegadas por empréstimo por uma temporada, com preço fixado.

A estreia do treinador será nesta terça-feira, às 19h15, contra o Boca Juniors, na Vila Belmiro, pela quarta rodada do Grupo C da Copa Libertadores. O Santos é o terceiro colocado, com três pontos, atrás do time argentino (6) e do equatoriano Barcelona de Guayaquil (9). Diniz chegará com um dilema: poderá contar com Marinho? O treinador sabe que o Santos tem muitos jovens de qualidade, porém conta com a experiência do atacante para superar a catimba e malandragem dos argentinos. Em recuperação de lesão, a confiança é que o camisa 11 possa estar em campo para o Santos tentar repetir a vitória da semifinal passada, na qual fez 3 a 0 em casa.

 

Diniz afirma que a vitória obtida pelo Santos neste domingo diante do São Bento, que manteve o clube na elite paulista, foi um teste no qual os garotos se saíram bem. "A partida teve muita maturidade. Ganho emocional. Os mais jovens viveram isso pela primeira vez e responderam bem. Precisamos de muito trabalho, tático e emocional, e isso vai levar um certo tempo", afirmou o novo treinador que assinou contrato de um ano (prorrogável por mais um), sem multa rescisória e pagamento de comissão aos empresários. 

O treinador viveu um bom momento no ano passado no comando do São Paulo. Neste ano, o treinador viu a equipe cair de produção. Em fevereiro, ele foi demitido após perder a liderança do Campeonato Brasileiro e ser eliminado pelo Grêmio na semifinal da Copa do Brasil. O treinador confessa que ainda analisa a queda de rendimento do clube do Morumbi, que chegou a ter sete pontos de vantagem na liderança, mas deixou o título escapar. 

"O futebol não se resume às coisas simples. Quando perde ou ganha, o estilo de jogo é a ponta de iceberg. Eu estive diretamente envolvido na ascensão e declínio do São Paulo. Mesmo assistindo aos jogos 20 vezes, você não acha solução de maneira fácil. O estilo está sempre se aprimorando. A gente pode melhorar, mas são coisas sutis. Até hoje reflito sobre o que aconteceu e vamos melhorando. Hoje, o Santos terá um Fernando Diniz melhor do que o último trabalho", afirmou o novo treinador. 

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