Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Cesar Greco/Ag. Palmeiras

'Precisamos discutir melhor o regulamento do próximo Estadual', diz Galiotte

Irritado com ida e volta do Corinthians na capital, presidente do Palmeiras quer mudanças; federação se defende: 'Clubes podem mudar isso'

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

13 Março 2018 | 14h19

O presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, se mostrou bastante incomodado com o fato de o Corinthians jogar duas vezes em São Paulo nos jogos de ida e volta das quartas do Paulistão, definidos em congresso na sede da Federação Paulista nesta terça. O time alvinegro jogará como visitante do Bragantino no Pacaembu no domingo e depois recebe o time do interior em casa.

Com ida e volta do Corinthians na capital, federação define quartas do Paulistão

"Cabe aos clubes discutirem melhor o regulamento do ano que vem. Isso depõe contra o campeonato, que é respeitado e muito sério. Trazer um jogo que seria no interior para a capital é uma distorção desportiva", criticou o mandatário alviverde. Galiotte reconhece que a situação poderia ter sido evitado caso os clubes tivessem barrado a possibilidade de transferência do local de jogo na discussão para definição do regulamento.

"A decisão é do Bragantino, mas não deveríamos seguir por este caminho. O Palmeiras não aprova. Falhamos ao aprovar essa possibilidade no regulamento no início do ano. Temos que repensar para o ano que vem", avaliou Galiotte.

O diretor de futebol do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, minimiza as críticas, e destaca que o regulamento está sendo cumprido. "O regulamento permite, entendemos a necessidade dos clubes do interior, assim como foi no ano passado (quando o Linense transferiu seu mando para enfrentar o São Paulo no Morumbi). É uma atitude dentro do regulamento e que vai ajudar o Bragantino."

Duilio comentou as declarações de Galiotte. "Ele colocou a posição dele, de que isso não é bom para o campeonato, mas temos que entender os clubes do interior. Isso não vai mudar o desempenho do time dele nem o resultado do campeonato."

Para o presidente da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos, os clubes devem decidir se a troca de local de jogo deve continuar a valer ou não no próximo Estadual. "Quando isso aconteceu no ano passado, sentemos depois para discutir, mas é uma situação difícil. Administramos o que os clubes decidem. O assunto vai aparecer de novo. É só os clubes aprovarem essa mudança se quiserem, de vetar jogar na cidade do adversário."

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