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Preço de ingresso provoca polêmica nos Estaduais

Clubes e federações batem cabeça na tentativa de atrair torcedores. Dirigentes usam promoção e inversão de mando de campo

Raphael Ramos e Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2015 | 07h00

 Às vésperas do início dos principais Estaduais do País, clubes e federações têm corrido para tentar atrair público aos estádios. Promoções, no entanto, não têm agradado a todos e o preço dos ingressos virou motivo de polêmica. No Rio, por exemplo, Fluminense, Flamengo e a concessionária responsável pelo Maracanã declararam guerra à Ferj (a federação de futebol do Estado). Em São Paulo, a FPF estipulou o mínimo de R$ 40 por bilhete – o que torna o Paulistão o campeonato mais caro do Brasil –, mas muitos clubes resolveram fixar preços bem abaixo desse valor.

O Bragantino resolveu radicalizar e não vai cobrar entradas de seus torcedores, sábado, contra o São Bernardo. Somente a torcida do time do ABC terá de comprar ingresso para entrar no estádio.

Enquanto o Bragantino terá prejuízo – o clube vai bancar os custos da partida com a federação –, o Osasco Audax projeta lucrar alto. O clube vai mandar o seu jogo contra o Palmeiras no Allianz Parque, casa do adversário, com ingressos que custarão até R$ 350.

Já o Corinthians fez uma promoção para os associados do seu programa de sócio-torcedor na qual cada bilhete sairá por R$ 25 se for adquirido num pacote com dez partidas, que inclui o confronto com o Once Caldas, pela pré-Libertadores.

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No Santos, como a diretoria trocou este mês, ainda não foi definido se será mantida a política da administração anterior de aumentar o valor dos ingressos em clássicos e de acordo com o desempenho do time. Uma das ideias para o aumento do público é levar jogos para o Interior.

De acordo com a federação, apesar de o regulamento determinar que o valor mínimo do ingresso é de R$ 40, caso os clubes desejem fazer promoções, precisam antes pedir autorização da entidade.

No Rio, o preço dos ingressos opõe gigantes. De um lado, Ferj, Vasco e Botafogo – além dos 12 clubes “pequenos” do Estadual – defendem a manutenção do tabelamento de preços com bilhetes a partir de R$ 5. Do outro, Flamengo, Fluminense e Consórcio Maracanã querem derrubar a medida.

O argumento dos que se opõem à tabela de preços é que ela trará prejuízo em praticamente todos os jogos. “Nas condições que estão agora, o Flamengo calcula que terá em torno de R$ 3 milhões de prejuízo”, diz o presidente do clube, Eduardo Bandeira de Mello.

O Conselho Arbitral estabeleceu teto de R$ 100 para ingressos nos clássicos no Maracanã, mas instituiu a “meia-entrada universal”, o que na prática fará com que os bilhetes sejam comercializados por R$ 50. O clima esquentou quando o Fluminense publicou manifesto ironizando a federação e comparando a entidade à ditadura militar. Uma reunião entre a Ferj e os principais times do Rio está marcada para amanhã.

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