Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Prefeito de Barranquilla anuncia acerto do Junior com o Palmeiras para ter Borja

'Um sonho realizado', escreveu Alejandro Char que também é irmão do presidente do clube, Fuad Char

Redação, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2019 | 15h46

O prefeito de Barranquilla, na Colômbia, Alejandro Char, anunciou neste sábado que o Junior Barranquilla chegou a um acordo com o Palmeiras para ter o centroavante Miguel Borja, de 26 anos, na temporada 2020. Alejandro Char também é irmão do presidente do clube, Fuad Char. "Um sonho realizado! Não é mentira, Miguel Ángel Borja já é tubarão. Que alegria esta notícia aos junioristas de alma. Junior chegou a um acordo com o Palmeiras e esta tarde (ele) chegará a Barranquilla para começar este novo ciclo", escreveu Alejandro Char, em sua conta no Twitter.

Borja será emprestado por um ano, com cláusula de compra automática no contrato se o centroavante atingir algumas metas. Os clubes ainda não confirmaram o acerto, mas o próprio jogador já havia comentado na última sexta-feira sobre a expectativa de defender o Junior Barranquilla, seu time do coração.

"Está se tornando realidade o sonho que eu tinha. Minha família e eu tínhamos claro que queríamos que essa porta se abrisse. Chegaram outras propostas, mas tratei de manter a minha decisão. Esperamos que as coisas se concretizem", disse o centroavante, em entrevista ao canal colombiano Win Sports.

Contratado em 2017, Borja tem vínculo com o Palmeiras até o fim de 2021. Ele não está nos planos para a próxima temporada, e o clube alviverde negociou o empréstimo ao Junior Barranquilla sem problemas. O Olimpia, do Paraguai, também demonstrou interesse no centroavante. Borja não foi no Palmeiras nem de longe o que era no Atlético Nacional, quando ganhou a Libertadores. Demorou para entrosar e sua timidez o fez fracassar no clube.

Borja é a contratação mais cara da história do Palmeiras, que investiu US$ 10,5 milhões (R$ 32,5 milhões na época) para comprar o centroavante do Atlético Nacional, da Colômbia. O investimento pelos 70% dos direitos econômicos do jogador foi feito com a ajuda da patrocinadora Crefisa, que terá de receber o valor até o fim de 2023.

Por não ter negociado Borja no meio desta temporada, o Palmeiras precisa pagar mais US$ 3 milhões (mais R$ 12 milhões na cotação atual) para adquirir os 30% dos direitos econômicos restantes. A quantia ainda não foi paga. Nesta temporada, Borja disputou 25 jogos e marcou seis gols pelo Palmeiras. Ele chegou a ser a terceira opção do ataque alviverde, atrás de Luiz Adriano e Deyverson.

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