Dida Sampaio/AE
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Prefeitos apresentam a Dilma reivindicações para Copa de 2014

Líderes pedem legislação especial à presidente para que licitações de obras sejam menos burocráticas

TÂNIA MONTEIRO, Agência Estado

31 de maio de 2011 | 17h13

BRASÍLIA - Os prefeitos das cidades brasileiras que receberão jogos da Copa do Mundo se reuniram na manhã desta terça-feira, em Brasília, para preparar uma espécie de carta conjunta a ser entregue à presidente Dilma Rousseff. O documento, que traz as reivindicações comuns a todos para facilitar a realização das obras até 2014, foi entregue na reunião que acontece agora à tarde, no Palácio do Planalto, entre Dilma e representantes dos governos estaduais e municipais das 12 sedes.

Os prefeitos pedem que Dilma edite uma legislação especial para permitir que os processos licitatórios não sejam obrigados a passar pelos trâmites burocráticos que acabam por atrasar as obras. Eles querem ainda que haja modificação no sistema que controla os convênios e impossibilita as cidades de obter financiamentos, muita vezes por pequenas pendências consideradas por eles insignificantes, cujo nome técnico é calc.

"Não é para passar por cima de nada. Só queremos um modelo que permita dar agilidade às obras que têm data marcada para serem concluídas", disse a prefeita de Natal, Micarla de Sousa. A capital potiguar, inclusive, é uma das cidades mais atrasadas na preparação para receber a Copa. A prefeita explicou nesta terça-feira que, apesar dos problemas enfrentados até agora, o estádio será construído no modelo parceria público privada e ficará pronto em dezembro de 2013.

As duas maiores queixas dos prefeitos são os problemas que as cidades têm com mobilidade urbana e aeroportos. O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, atribuiu o atraso nas obras de construção do estádio ao governo do Estado e disse que "sem recursos e sem meios fica muito difícil conseguir fazer qualquer coisa". Também se queixou da falta de um projeto de mobilidade urbana para a cidade, um problema crônico que, segundo ele, precisa ser resolvido.

"Não se pode carrear uma montanha de recursos por conta de quatro dias de Copa", reclamou Amazonino Mendes, reconhecendo que há muito o que ser feito em Manaus, além dos preparativos da Copa. "Nossa grande preocupação é a mobilidade", insistiu o prefeito. Em relação à rede hoteleira, outra deficiência de Manaus, ele resumiu que "esta questão poderá ser resolvida com navios no porto da cidade".

O prefeito de Cuiabá, Francisco Galindo, salientou que os prefeitos querem que o governo federal aproveite a oportunidade de receber o Mundial para resolver os problemas que afligem as regiões carentes dessas capitais. "Existem pontos destas capitais que nem sequer possuem pavimentação e precisamos aproveitar esta oportunidade para realizar obras não só para atender a Copa, mas para beneficiar a cidade como um todo", comentou.

Já o prefeito de Porto Alegre, José Fortunato, reclamou da indefinição quanto ao aumento da pista do aeroporto da cidade, que não tem capacidade para receber aviões de grande porte, e à instalação do equipamento que permite pousos em condições meteorológicas adversas. "Não queremos a Copa do Mundo pela Copa, mas pela infraestrutura que ela poderá deixar para todas as cidades", comentou ele.

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