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Prefeitura apresenta projeto para a reforma do Pacaembu

A nova proposta é 2,5 vezes mais cara do que aquela elaborada pelo diretor de marketing do Corinthians

Marcel Rizzo - Jornal da Tarde,

29 de setembro de 2009 | 19h59

A prefeitura apresentou nesta terça-feira o novo projeto de reforma para o Estádio do Pacaembu. Foi durante a entrega do relatório da subcomissão da Câmara dos Vereadores que deu parecer positivo à concessão do local à iniciativa privada - leia-se Corinthians.

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A proposta, mostrada em detalhes pelo secretário Walter Feldman, é 2,5 vezes mais cara do que aquela elaborada por Luís Paulo Rosenberg, diretor de marketing corintiano e que estava na plateia durante a exposição. "O projeto é muito bonito e bem mais caro do que o meu. Para fazer isso, só usando dinheiro público", comenta Rosenberg.

A reforma projetada pelo Corinthians sairia por R$ 100 milhões - pagos pelo clube com a venda de cativas e camarotes -, enquanto a de Feldman bate os R$ 250 milhões. O próprio secretário admitiu que pode passar dos R$ 300 milhões, dependendo do modelo de estacionamento. Como comparação, o projeto de construção de estádio em Itaquera apresentado ao Corinthians por uma empresa, revelado pelo JT, custaria R$ 350 mi.

IGUAL A BERLIM

Segundo explicou Feldman, se a concessão for aprovada, o projeto a ser feito será em comum acordo entre prefeitura e a entidade privada que vencer a licitação. Pode até ser um misto da apresentada pelo Corinthians com a que foi detalhada nesta terça.

Na "maquete" de Feldman, somente a fachada externa do Pacaembu é mantida - algo parecido com o que foi feito no Estádio Olímpico de Berlim para a Copa de 2006. O anel da arquibancada é fechado, totalizando 45 mil lugares. O estacionamento, para 4,8 mil automóveis, seria subterrâneo. Haveria restaurantes e lojas, além do Museu do Futebol.

A PRESSA CORINTIANA

Rosenberg voltou mais uma vez a cobrar agilidade da prefeitura no envio do projeto de concessão à câmara.

"O presidente Andres Sanches definiu para 2010 uma decisão sobre estádio corintiano", disse o dirigente. São duas opções: pegar a concessão do campo municipal por 30 anos - mais 30 - ou levantar uma arena própria no terreno no qual hoje está o CT da base, em Itaquera.

"Espero que em 60 dias a prefeitura já envie o projeto para a câmara", reafirmou Rosenberg. Feldman não falou em datas.

A aprovação da subcomissão, na realidade, não quer dizer nada. Agora é com o prefeito Gilberto Kassab. Nos bastidores, ele diz ser contra deixar o Pacaembu na mão de apenas um clube. Rosenberg teme que Kassab e Feldman empurrem com a barriga até véspera das eleições de 2010, daqui um ano, o que inviabilizaria anúncio de estádio ainda no centenário do clube.

Kassab tem que enviar um projeto à Câmara que aprovaria ou não a concessão. Com o aval, seria aberta uma licitação. "É hipocrisia falar que há outros interessados. O único interessado é o Corinthians. Mas no contrato colocaremos que todos os outros clubes podem jogar ali", comentou Rosenberg.

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