Amanda Perobelli|Estadão
Amanda Perobelli|Estadão

Prefeitura de SP assina concessão do Pacaembu, que deve receber menos futebol

Prefeito Bruno Covas passa complexo à iniciativa privada por 35 anos

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2019 | 19h11

O prefeito Bruno Covas assina nesta segunda-feira (16) o contrato de concessão o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. O complexo esportivo, composto por uma piscina olímpica, duas quadras de tênis e um ginásio poliesportivo, além do campo, passará a ser administrado pelo Consórcio Patrimônio SP, que arrendou o espaço pelos próximos 35 anos. No último dia 9, o consórcio depositou R$ 79,2 milhões pela outorga. Os R$ 32 milhões restantes serão pagos dentro do período de concessão.

As obras de modernização do Pacaembu começam em trinta dias. Uma das principais alterações no tradicional palco esportivo da cidade é a demolição do tobogã, arquibancada inaugurada no início da década de 1970. No seu lugar será erguido um prédio de cinco andares, com 44 000 metros quadrados de área construída. A Praça Charles Müller e o Museu do Futebol ficaram de fora da concessão.

Após a reforma, a intenção do consórcio é fazer até 15 jogos de futebol profissional masculino por ano, mas a empresa que vai gerir o estádio a partir de agora informa estar aberta a propostas para a realização de mais partidas. Tudo vai depender da demanda e da agenda. Em 2019, já foram 46 partidas, a maioria do futebol feminino. Por outro lado, o Pacaembu vai receber casamentos, apresentações musicais, festas infantis e lançamentos de marcas.

Apesar da assinatura, a negociação sofre questionamento na Justiça. A Associação Viva Pacaembu abriu uma ação pedindo a análise da demolição do tobogã pelo Ministério Público de São Paulo e os órgãos de conservação do patrimônio público. O tobogã é tombado juntamente com o estádio. A decisão pode suspender o processo por 120 dias.

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