Wilton Junior/ Estadão
Wilton Junior/ Estadão

Prefeitura do Rio autoriza retorno de público aos estádios; Eduardo Paes diz que vai revogar medida

Notícia causou repercussão negativa nas redes sociais. Liberação dependeria de aval da CBF no Campeonato Brasileiro

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2021 | 07h57

A Prefeitura do Rio e o governo do Estado liberaram o acesso parcial de torcida a estádios de futebol. De acordo com resolução conjunta publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira, 13, estádios com capacidade superior a 8 mil pessoas poderão operar com até 1/5 do total de assentos caso a classificação de risco para contágio de covid-19 na região for considerada moderada, ou com 1/10 se a classificação de risco for alta. Poucos horas após o Diário Oficial do Município trazer resolução, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), anunciou que a medida será revogada. A notícia da liberação causou repercussão negativa nas redes sociais.

"A decisão de liberar os estádios com uma ocupação mínima de 1/10 está correta tecnicamente de acordo com nossa secretaria de saúde.  No entanto, obviamente trata-se de medida quase impossível de ser fiscalizada.  A medida será revogada", escreveu Paes em sua conta oficial no Twitter. A cidade do Rio registrou aumento do número de casos de covid-19 nas últimas semanas.

A classificação de risco é divulgada todas as sexta-feiras, e na última atualização a região do estádio do Maracanã era considerada de risco de transmissão alta. Assim, considerando que a capacidade oficial de público no estádio é de 78 mil pessoas, um eventual jogo com torcida poderia receber no máximo 7,8 mil torcedores nesta semana.

Vale lembrar, contudo, que a liberação não significava retorno automático de torcida aos estádios. É preciso de aval da CBF para que isso ocorra no Campeonato Brasileiro, e a entidade já sinalizou em outras ocasiões que isso só acontecerá quando houver consenso entre os 20 clubes da Série A ou, então, que todos os estádios do País tenham autorização dos órgãos de saúde para receber público. A intenção é não correr o risco de desequilíbrio técnico da competição, o que poderia gerar até mesmo ações na Justiça. Ao Estadão, a entidade informou nesta quarta-feira que permanece vigente a decisão tomada pelos clubes em reunião realizada em setembro, na qual foi mantido o veto à presença de torcedores nos estádios durante o Brasileirão.

A autorização de público nos estádios, porém, abria espaço para que a final da Libertadores, marcada para o próximo dia 30, no Maracanã, pudesse ocorrer com público entre 7,8 mil e 15,6 mil presentes..

Em junho, a Prefeitura do Rio chegou a liberar público em estádios na cidade para receber até um terço da capacidade total. Depois, no entanto, voltou atrás.

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