Premiação ainda assombra o São Paulo

O assunto premiação ainda ronda o São Paulo, na véspera da estréia do time no Campeonato Mundial de Clubes da Fifa. Há uma tentativa de diretores e jogadores de desinflarem o assunto, mas, pelo menos três atletas, nos dias anteriores, contaram que o prêmio acertado entre diretoria e o capitão Rogério Ceni não agradou. Ele é de R$ 120 mil, 50% a mais do que foi pago pela conquista da Libertadores, em julho. Ceni garante que houve apenas uma reunião. "Eles apresentaram uma oferta muito boa, que satisfez todo mundo. É um bom prêmio que agradou a todos", diz o goleiro, antes de uma frase que mostra sua pouca disposição para ser líder de negociação salarial. "Por mim, eu até pagava para jogar essa final, portanto não tem do que reclamar. Não tenho muita vontade de negociar prêmios, vou porque os companheiros pedem." Os jogadores, pelo menos os que deram entrevista nesta terça-feira, não receberam ainda a notícia do acerto entre Ceni e a diretoria. Grafite ainda acha que haverá nova reunião para que se decida tudo. "Só então, vamos saber quanto vai ser o prêmio." Josué também ignora qual será o prêmio. "O Rogério não contou nada para nós. Quem sabe, depois. Este campeonato é muito importante para nós, pode ajudar muito no nosso futuro e o prêmio não é a única coisa importante. Acho que ninguém deve perder o foco do título por causa da premiação." A concentração nos jogos é algo que Paulo Autuori nem sonha em perder. "Todo mundo é profissional e tem responsabilidade. Não vão perder o foco, sabem que é importante o título. Eu acho uma pena que esse assunto tenha sido ventilado agora, na véspera da estréia no Mundial." Rogério também garante um São Paulo muito concentrado nos jogos do Mundial. "Estamos vivendo um tempo de muita paz no time. Nada está abalando a gente, muito menos essas questões sobre a premiação pelo título." Além da premiação, o São Paulo viveu dias de turbulência desde que Amoroso confirmou, uma vez mais, que tem um pré-contrato assinado com o FC Tóquio, do Japão. E, o que é pior, que há uma multa de US$ 500 mil para quem rompê-la. O presidente Marcelo Portugal Gouvêa irritou-se com a novidade e deixou claro que o clube não fará nada de especial para manter o jogador. Além de Amoroso, Paulo Autuori poderá deixar o clube. Há ofertas de times japoneses e árabes. Ele repete que só fala e pensa no assunto depois do término do Mundial, mas sempre repete que treinador não desfaz nunca a mala. Além deles, Cicinho vai para o Real Madrid. Ou, fica por mais seis meses. Se tudo acontecer, o São Paulo será um time bem diferente em 2006.

Agencia Estado,

13 de dezembro de 2005 | 12h52

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