Andreas Solaro/AFP
Andreas Solaro/AFP

Patrocinador ameaça romper contrato com a Fifa após escândalo

Empresa de serviços financeiros pede transparência à entidade

Estadão Conteúdo

28 de maio de 2015 | 13h05

Uma das principais parceiras da Fifa, a Visa se manifestou nesta quinta-feira sobre o escândalo de corrupção que abalou a entidade máxima do futebol na quarta e fez a mais dura declaração, dentre os patrocinadores, sobre o caso. A empresa norte-americana ameaçou romper seu contrato se a Fifa não conseguir "recuperar sua reputação".

A Visa cobrou uma mudança de postura da entidade para coibir novos casos de corrupção. "Começa com a reconstrução de uma cultura mais forte de práticas éticas com o objetivo de recuperar a reputação dos jogos para os fãs de todo o mundo", registrou a empresa. "Se a Fifa falhar nesta meta, informamos aos seus dirigentes que vamos reavaliar nosso patrocínio."

A empresa se refere à investigação da Justiça dos Estados Unidos e da Suíça que atingiu a Fifa nesta quarta. Sete cartolas foram presos em Zurique, na véspera do início do congresso da entidade, incluindo o ex-vice-presidente Jack Warner e o ex-presidente da CBF José Maria Marin. Eles são acusados de receber propinas milionárias em diferentes negociações.

A Visa se manifestou sobre o caso um dia depois de outros patrocinadores, como McDonald''s, Adidas e AB-Inbev, dona da marca Budweiser. As três empresas manifestaram suas preocupações na quarta, mas em tom mais ameno que o da Visa.

A repercussão do caso com os patrocinadores preocupa a Fifa porque estas empresas respondem por quase um terço do faturamento da entidade. Números recentes mostram que a Fifa arrecadou US$ 5,7 bilhões entre 2011 e 2014, incluindo os lucros obtidos com a Copa do Mundo do ano passado. Patrocinadores e parceiros comerciais foram responsáveis por US$ 1,6 bilhão desta soma.

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