Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Preocupado com vaga olímpica, Jardine cobra vitória da seleção sobre o Uruguai

Brasil apenas empatou com a Colômbia na estreia do quadrangular final do Pré-Olímpico

Redação, Estadão Conteúdo

04 de fevereiro de 2020 | 09h32

O técnico da seleção brasileira sub-23, André Jardine, reconheceu na madrugada desta terça-feira que o time nacional ficou em situação delicada no Pré-Olímpico e que precisará vencer o Uruguai, na quinta, para não decepcionar na competição disputada na Colômbia.

Na noite passada, o Brasil empatou por 1 a 1 com a seleção da casa em sua estreia no quadrangular final do torneio que concede duas vagas nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Com o resultado, ficou em segundo lugar na tabela, com um ponto, atrás da Argentina, que soma três. Se tropeçar diante do Uruguai, o atual campeão olímpico deve ficar de fora de Tóquio-2020.

"Obviamente, vamos ter que pontuar contra o Uruguai, a vitória se impõe pela classificação. Possivelmente, o quadrangular só será decidido na última rodada para todos os times", comentou o treinador. Na rodada final, o Brasil enfrentará a Argentina, no domingo.

O empate contra os colombianos foi o primeiro tropeço da seleção no Pré-Olímpico. O time vinha de aproveitamento de 100% na primeira fase. "Foi um jogo bastante difícil por tudo o que valia, por tudo o que representa e por jogar com a equipe do país-sede, com a torcida e todo o ambiente a favor. A Colômbia é uma equipe forte, não sei se a mais forte que enfrentamos, mas gerou bastante problema para a gente."

Jardine admitiu que o Brasil teve dificuldades nos principais setores do time, a começar pelo ataque. "Pecamos muito nas finalizações no primeiro tempo, não por chutar, mas por chutar errado. A gente comentou que seria importante chutar rasteiro para fazer o goleiro trabalhar. Nem sempre os atletas fazem o que a gente pede, ainda bem o Matheus acertou o chute como a gente pediu."

Ele atribuiu as falhas na defesa, que permitiram o gol da Colômbia, aos desfalques no setor. Foram três mudanças, sendo duas por opção técnica e uma por problema físico - Guga sofreu um mal-estar antes da partida. Assim, entraram os laterais Dodô e Iago e o zagueiro Bruno Fuchs.

"O sistema defensivo foi onde tivemos mais baixas, dos jogadores que vinham sendo convocados em partidas anteriores, talvez com maior número de atletas que ainda buscam uma experiência maior com a camisa da seleção. Vejo os erros como naturais. O que dá experiência e os acertos é a quantidade de jogos", minimizou o treinador.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.