Remo Casilli/Reuters
Remo Casilli/Reuters

Preocupado, Infantino diz não saber como o conflito entre Ucrânia e Rússia pode afetar jogos da Fifa

Presidente da Fifa espera que conflito se resolva o mais rápido possível e não garante jogos das Eliminatórias Europeias em março

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2022 | 19h47

Gianni Infantino, presidente da Fifa, participou de uma reunião nesta quinta-feira para definir os próximos passos que a entidade dará tendo em vista o recente conflito envolvendo Ucrânia e Rússia. O dirigente adotou um discurso em que pede pelo diálogo construtivo e evitou tomar decisões que afetem as Eliminatórias da Copa do Mundo do Catar.

Para o Mundial do fim do ano, a Fifa tem quatro duelos importantes para serem disputados no dia 24 de março: País de Gales x Áustria, Suécia x República Checa, Escócia x Ucrânia e Rússia x Polônia. Todas as nações serão drasticamente afetadas caso o conflito armado persista, tendo em vista que os dois países protagonistas têm compromissos marcados.

Infantino concedeu entrevista após a reunião da Fifa em que diz que a organização está "muito preocupada" com a situação e disse também espera que os conflitos se encerrem o quanto antes e da maneira mais pacífica possível. "A Fifa condena o uso da força pela Rússia e o uso de qualquer tipo de violência. A violência nunca é a solução. Pedimos a todas as partes que restaurem a paz por meio de um diálogo construtivo", disse.

O presidente assegurou que está acompanhando de perto os desdobramentos do conflito entre Rússia e Ucrânia e garantiu que está em contato constante com as federações para que as atividades sejam retomadas com total segurança. "Neste momento, essa situação está em constante evolução. Acreditamos que temos que continuar monitorando a situação para tomar uma decisão que sempre tomaremos com base em nossos estatutos, em que uma partida pode ser suspensa", ponderou.

"No mundo existem vários países com conflitos e a Fifa tem de lidar com essas situações, sempre dialogando com todas as partes e adotando as decisões cabíveis quando estivermos prontos", acrescentou. "A situação que todos nós descobrimos esta manhã é obviamente muito trágica e muito preocupante. Temos o dever de analisar este assunto com cuidado. A primeira partida acontecerá daqui a um mês e esperamos que toda essa situação seja resolvida bem antes o jogo."

QUÊNIA E ZIMBÁBUE SUSPENSOS

A Fifa, através de Infantino, anunciou também nesta quinta-feira que as seleções do Quênia e do Zimbábue estão suspensos de qualquer atividade envolvendo futebol mundial. A decisão foi tomada por conta da influência dos governos nestas nações em seus respectivos órgãos que administram a modalidade nos países.

O Zimbábue foi banido depois que sua Comissão de Esportes e Recreação, administrada pelo governo, se recusou a abrir mão do controle da Associação de Futebol do Zimbábue e restabelecer a liderança da federação. Funcionários da Zifa foram destituídos do cargo em novembro por alegações de corrupção.

O Quênia foi suspenso depois que seu Ministério do Esporte também removeu os líderes da federação de futebol e os acusou de corrupção. O presidente do futebol queniano, Nick Mwendwa, enfrenta acusações criminais.

A suspensão significa que as equipes e clubes nacionais do Zimbábue e do Quênia não podem jogar em nenhuma competição internacional. Os valores da Fifa também estão cortados. A seleção feminina queniana já foi eliminada das Eliminatórias para a Copa das Nações Africanas por causa da crise na federação.

As proibições às duas nações africanas serão suspensas se seus governos permitirem que as federações operem normalmente novamente.

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