Preocupado, Roth pede reforços

O técnico Celso Roth não lamentou a saída de Marcelinho Carioca do Santos. "É uma perda comum, normal, como a de qualquer outro jogador", disse ele, acrescentando que esperava contar "com a qualidade do atleta". E continuou: "Mas acho que não podemos ficar lamentando a saída de Marcelinho". Apesar disso, ele deixou claro que deseja receber reforços que compensem a saída de Marcelinho, e espera que eles cheguem até a metade da semana que vem, para não complicar o trabalho da pré-temporada.Nesta sexta-feira, Roth conseguiu reunir apenas 22 jogadores para iniciar os treinos em São Pedro e, entre eles, quatro novatos pertencentes ao Roma, que ganhou a última Copa São Paulo de Futebol Júnior. O lateral Rubens Cardoso pediu dispensa neste fim de semana para tratar de assuntos particulares em Porto Alegre e deverá se reapresentar na segunda-feira, caso não seja concluída a negociação que está sendo mantida com o Grêmio e também com o Cruzeiro, times que se interessam pelo seu futebol.Já a situação de Viola continua indefinida. Nesta sexta-feira, Celso Roth comentou que, ao ser contratado, o clube já havia rescindido o contrato do atacante. "Mas ele se apresentou, mostrou boa vontade e isso fez com que novos entendimentos fossem mantidos, pois é um jogador de qualidade".Independente do acerto ou não com Viola, Celso Roth está preocupado com o ataque. Afinal, apenas os atacantes Weldon e Elano embarcaram para São Pedro. "Não temos nem o número de jogadores necessário para o ataque e essa é nossa maior preocupação". O treinador não revela o nome dos jogadores que indicou para a diretoria, mas espera que as contratações ocorram com urgência. "Até a metade da semana que vem dá para trabalhar com esse grupo, mas a partir daí começarão os treinamentos técnicos e táticos visando o Rio-São Paulo e será necessário termos o elenco completo".Há ainda muita indefinição sobre o grupo. Fumagalli, que interessa a Celso Roth, está reivindicando seu passe na Justiça, o zagueiro André Luís está praticamente negociado com um time do exterior e o lateral-esquerdo Rubens Cardoso aguarda o acerto com sua nova equipe."Temos carências no grupo e pendências a resolver", disse o treinador, acrescentando que, mesmo assim, a pré-temporada é válida. "É bom para conhecer os jogadores que irão ficar e os que, infelizmente, não permanecerão".Nesta sexta-feira, em seu primeiro dia de trabalho com o grupo, Celso Roth quase criou o primeiro atrito com os jornalistas, ao impedir que os repórteres permanecessem ao lado do gramado. Informado da situação do CT Rei Pelé, que oferece modestas condições de trabalho aos profissionais - a sala de imprensa está improvisada num contêiner - ele voltou atrás. Com a determinação, as entrevistas foram dadas pelos jogadores dentro de seus carros, quando estavam deixando o centro de treinamento. Ele mesmo teve que conceder a entrevista debaixo de um sol forte, pois o toldo que amplia a sala de imprensa estava sendo usado como garagem.

Agencia Estado,

04 de janeiro de 2002 | 18h46

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