Vítor Silva/SSPress/Botafogo
Vítor Silva/SSPress/Botafogo

Preparador do Botafogo culpa pré-temporada menor por lesões no elenco

Alvinegro teve 10 dias de trabalho antes de estreia na temporada

Estadão Conteúdo

28 Fevereiro 2017 | 20h14

Garantido na fase de grupos da Libertadores, o Botafogo finalmente tem à disposição tempo livre para treinos. Mas a maratona de jogos importantes neste início de ano deixou sequelas: as muitas baixas no elenco por causa de lesões. Em meio aos problemas físicos dos atletas, o preparador físico Ednilson Sena concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira para explicar o motivo.

"Tivemos cerca de 10 dias de trabalho para fazer uma estreia no Carioca, e não começamos como gostaríamos de começar. Uma equipe necessita de cerca de 30 dias para fazer uma pré-temporada. O futebol japonês tem 45, o Real Madrid tem 45, o Barcelona tem 45, nós tivemos 10. Há valências físicas que precisam de tempo, então é preciso frisar que o tempo foi curto", justificou.

De fato, o Botafogo teve sua estreia no Campeonato Carioca antecipada e pegou o Madureira no dia 25 de janeiro. No total, foram nove partidas disputadas em pouco menos de um mês, o que gerou o desgaste. O peso pela importância de parte destas partidas, como os quatro confrontos decisivos disputados pela fase preliminar da Libertadores, também foi apontado como fundamental para gerar as baixas no elenco.

"Começamos 2017 disputando uma final de campeonato, que foi a pré-Libertadores. Jogamos contra equipes que já estavam com ritmo, disputando o segundo turno de suas competições, Colo Colo e Olimpia, e foi muito difícil. O nosso calendário de pré-temporada foi reduzido e quando você não consegue dar um lastro ao atleta, corre risco o tempo todo. Então tivemos de pular algumas valências físicas importantes para a temporada", explicou Ednilson.

Entre os atletas que se contundiram neste início de ano, Montillo é quem mais preocupa neste momento. Ele se recupera de um problema na panturrilha direita e pode até ficar fora da estreia do Botafogo na fase de grupos da Libertadores, contra o Estudiantes, dia 14 de março, no Engenhão. "Vamos ver o nível físico que vai estar, a confiança, para poder liberar para o Jair escolher entre ter ele no jogo ou não", comentou o preparador.

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