Fabio M. Salles/Estadão
Fabio M. Salles/Estadão

Preparador físico revela que Maradona jogou Copa de 1990 com unha postiça no pé

Tornozelo inchado e prótese para proteger lesão ajudaram craque a levar a Argentina até a decisão

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2020 | 12h00

Antigos membros da comissão técnica da seleção argentina na Copa de 1990, na Itália, revelaram nos últimos dias detalhes curiosos e doloridos de como o então meia Diego Maradona se preparou para a competição. A equipe terminaria como vice, ao perder a final para a Alemanha Ocidental, e com o camisa 10 cheio de dores. O tornozelo esquerdo inchado e um pé sem a unha eram os principais dramas.

Em entrevista ao site Infobae, o preparador físico particular de Maradona, Fernando Signorini, deu detalhes do quanto o astro sofreu para disputar a Copa. "Uma semana antes do jogo de abertura contra Camarões, em Milão, em um treino deram uma entrada dele e arrancaram a unha do dedão do pé esquerdo. O médico da seleção colocou uma fibra de carbono no lugar para que ele pudesse evitar a dor", comentou.

Outro problema enfrentado por Maradona foi o tornozelo esquerdo machucado. "O local estava muito inchado e inflamado de maneira brutal. Para Diego jogar, era como se um pianista tivesse de tocar depois de levar uma martelada no pulso. Era muito difícil", contou. Apesar dessas dores, o camisa 10 foi um dos destaques no Mundial, ao ser decisivo inclusive com uma assistência para Caniggia no jogo contra o Brasil, pelas oitavas de final.

O roupeiro da Argentina na Copa, Miguel Di Lorenzo, relembrou que precisava levar aos jogos vários pares de chuteira para que Maradona provasse vários, até encontrar algum modelo que lhe fizesse sentir menos dores no pé esquerdo. "Diego não podia pisar normalmente por causa do tornozelo e da unha. O médico até falava que ele não podia jogar, mas o Diego insistia e pedia até para fazerem uma infiltração", contou.

Em 1990, Maradona chegou ao Mundial da Itália como atual campeão da Copa e principal jogador do mundo. Então no Napoli, ele oscilou momentos geniais, como diante do Brasil, com outros irregulares, em especial um pênalti perdido diante da Iugoslávia nas quartas de final.

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