Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Preparo físico vira trunfo da seleção na Copa das Confederações

Time vai para a estreia com vantagem em relação aos demais participantes da competição

Robson Morelli - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

12 de junho de 2013 | 08h01

GOIÂNIA - O Brasil está pronto para fazer bonito na Copa das Confederações, pelo menos suportar os 90 minutos das partidas e não sofrer com o condicionamento físico a partir deste sábado em Brasília. A informação é do preparador Paulo Paixão, que teve de se desdobrar para recuperar um elenco vindo de todas as partes do Brasil e desgastado por uma temporada longa sobretudo na Europa.

Nem mesmo Oscar, Neymar e Marcelo preocupam mais a comissão técnica. Paixão garante que a condição física de Neymar e sua disposição para jogar são excelentes depois desses quase 15 dias juntos.

O preparador físico do Brasil admite, contudo, que não teve tempo para repetir o trabalho de outras Copas das Confederações, mas porque Felipão preferiu usar a maior parte do tempo para aprimorar a parte tática e técnica do time. "Mas posso garantir que todos estão bem e que todos suportam jogar os 90 minutos de uma partida."

Paixão tomou muito cuidado para se referir a Neymar. Ele não buscou no Santos a ficha com as informações físicas do atacante porque entendeu que não deveria fazer isso em meio à sua transferência para o Barcelona. Mas confia no que viu do jogador até agora.

"O Neymar, acima de tudo, gosta de jogar bola. Isso é muito importante. É claro que ele perdeu muito com essa viagem de dois dias para Barcelona, mas nós conseguimos recuperá-lo. Como? Mantendo-o na concentração, com boa e regular alimentação, comendo quatro ou cinco vezes ao dia, sempre nos mesmos horários, descansando e dormindo na hora certa", garante Paixão.

O preparador físico ressalta que nos últimos dias o ex-craque do Santos teve um desgaste excessivo. "Ele estava numa correria danada, para lá, para cá. O que fizemos foi dar uma sossegada na sua vida. Mas fizemos isso com todos."

Para aumentar a resistência desse grupo de jogadores, Paulo Paixão abusou da musculação, mas não para deixá-los fortes. Ele explica que, dessa forma, até mesmo os jogadores que chegaram mais desgastados, como o próprio Oscar, conseguem esticar um pouco mais a temporada.

"É claro que cada jogador tem suas características físicas, seu limiar, mas posso dizer com segurança que todos estão em boas condições para a Copa das Confederações. O Japão vai até ser um bom teste porque eles correm bem e nós teremos de fazer o mesmo. O fato é que não há mais o que inventar no futebol. Tudo já foi inventado."

PIJAMA

Depois de sábado, quando começar a competição - neste dia o Brasil estreia contra o Japão, na Arena Mané Garrincha em Brasília -, Paixão faz duas constatações. A primeira é que o elenco, depois de três semanas de trabalho, estará muito mais homogêneo do que quando chegou. A segunda é que seu tempo de preparo físico com os atletas, que já era pequeno, vai reduzir ainda mais. "Vamos treinar de pijama."

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